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Deputada Hortense Martins sublinha “bom ritmo” da vacinação em Portugal

Pede prioridade para funcionários dos CAO – centros ocupacionais para pessoas com deficiência

A vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Hortense Martins considerou esta quarta-feira, no Parlamento, que o processo de vacinação em Portugal “está a correr a bom ritmo” e acima da média da União Europeia, salientando o facto de os idosos institucionalizados estarem já quase todos vacinados, mas alertando para a necessidade de incluir nos grupos prioritários os funcionários dos CAO e centros de dia, que reabrem a 5 de abril.  

“Relevamos o facto da estratégia que está a ser executada ter como objetivos de 90 por cento salvar vidas e de apenas em 10 por cento a resiliência do Estado, nesta primeira fase do Plano de Vacinação”, afirmou a deputada, durante a audição na comissão parlamentar de saúde do coordenador da Task Force para o programa de vacinação, Vice-Almirante Gouveia e Melo.  

Lembrando que o processo de vacinação se iniciou em Portugal em 27 de dezembro de 2020, a parlamentar do PS eleita pelo círculo de Castelo Branco sublinhou que, “neste momento, já estão vacinados com as duas doses cerca de 5 por cento da população total”, um objetivo “alinhado com a União Europeia”. 

Hortense Martins apontou depois que “os idosos institucionalizados estão já quase todos vacinados, quer os que estão nos ERPIS quer os que estão cuidados continuados”, estando agora a ser vacinados os professores e auxiliares nas escolas, dado a “grande importância” que o Governo do PS atribui à educação, “até por sabermos, por estudos recentes, que a educação não pode ser exclusivamente on line”.

“Também reconhecemos a grande interação da comunidade educativa com as famílias e os idosos e a eventual necessidade de os protegermos como prioridade”, afirmou. 

Reafirmando o desejo de que “o processo de vacinação decorra com a velocidade necessária e que vacina recebida seja sempre vacina administrada, como aliás tem sido”, a vice-presidente da bancada  do PS com a tutela da área da saúde defendeu a necessidade de ser atingido “assim que possível o objetivo da imunidade de grupo, com cerca de 70 por cento da população vacinada até ao fim do verão”. 

No que respeita ao objetivo de vacinar cerca de 100 mil pessoas por dia, a deputada reconheceu que “corresponderá a um grande esforço dos meios necessários para este processo, nomeadamente, em temos de recursos humanos”.

Hortense Martins questionou depois o coordenador da Task Force sobre o início da segunda fase de vacinação, previsto para abril, assim como a previsão da chegada de novas vacinas, entre as quais a da Jonhson, além daquelas que já estão disponíveis em Portugal, como a Pfizer, a Moderna e a Astrazeneca. 

Por outro lado, salientando a “necessidade de criação de outros procedimentos e ferramentas”, a parlamentar do PS saudou o facto de isso já estar a ser feito, nomeadamente, com a criação de uma nova plataforma na internet que permitirá que as pessoas façam a auto-marcação da vacina.

Hortense Martins defendeu ainda a inclusão nos grupos prioritários de vacinação os funcionários e trabalhadores dos CAO, centros ocupacionais de pessoas com deficiência, “uma vez que  estas pessoas que estão agora nos seus lares voltarão aos centros”, quando estes reabrirem a 5 de abril, questionando, o “que se irá passar também com os centros de dia”.  

Na resposta à deputada, o Vice-Almirante Gouveia e Melo avançou que os 150 centros de vacinação rápida contra a Covid-19 serão abertos em 11 de abril, mas “o que está em causa é ter esses centros a operar a partir do início de maio”, explicando que está a ser negociada a forma de contratação dos profissionais de saúde necessários para estas unidades, num número calculado em 2.500 enfermeiros, 400 médicos e 2.300 assistentes.

No que diz respeito à vacinação dos principais grupos prioritários, o coordenador da Task Force anunciou que vai estar concluída até 11 de abril.

“Previmos fechar a 100% as ERPI [estabelecimentos residenciais para idosos], os mais de 80 anos e [o grupo] dos 50 até aos 80 anos com comorbilidades tipo 1 até dia 11 de abril. Naturalmente, poderão ficar pequenas bolsas que não conseguimos contactar, mas a grande maioria desta comunidade, que tem a ver com salvar vidas, estará fechada até 11 de abril”, afirmou o responsável pelo plano de vacinação.

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