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Nota de pesar pelo falecimento de Jorge Coelho (1954-2021)

A Federação Distrital de Castelo Branco do Partido Socialista expressa o seu mais profundo pesar pelo falecimento prematuro e inesperado de Jorge Coelho, histórico socialista que muito deu ao País e ao Partido.

Partiu um grande Camarada, um amigo da democracia, homem e político brilhante que deixa um enorme legado a Portugal e ao Partido Socialista. Referência maior na defesa da coesão territorial e do interior, que abraçou ativamente, Jorge Coelho dedicou grande parte da sua vida à causa pública, sempre com grande sentido de ética e de salvaguarda dos valores da democracia, da igualdade e da solidariedade.

Jorge Coelho

Jorge Coelho, originário de Mangualde(Viseu),desempenhou cargos de grande responsabilidade no Governo e no Partido Socialista. Começou a sua vida política em 1969, apoiando em Viseu a oposição ao regime. Filiou-se no Partido Socialista em 1982 e logo nesse ano foi nomeado chefe de gabinete de Francisco Murteira Nabo, Secretário de Estado dos Transportes. Desempenhou de seguida funções semelhantes em Macau (1988-89) e, na mesma região, foi secretário Adjunto para a Educação e Administração Pública (1989-91). Regressou depois a Portugal, onde foi preponderante em várias campanhas eleitorais do Partido Socialista, designadamente nas eleições legislativas vitoriosas de 1995 e 1999.

Foi Ministro-Adjunto de António Guterres, cargo que viria a acumular em 1997 com o de ministro do Ambiente. Após as eleições legislativas de 1999, em mais um Governo de António Guterres, assumiu as pastas da Presidência e das Obras Públicas, tendo sido titular, mais tarde, da pasta de ministro de Estado e das Obras Públicas. Demitiu-se após a queda da Ponte de Entre-os-Rios, reagindo com uma assunção da responsabilidade até então sem precedentes e de grande raridade na política portuguesa, recusando-se a deixar a culpa “morrer solteira”, num gesto carregado de significado.

Anos depois, em 2005, viria a ser novamente decisivo na campanha socialista às eleições legislativas que o Partido Socialista venceu com maioria absoluta. Em 2006 renunciou ao mandato de deputado e a todos os cargos partidários para regressar às suas origens, dedicando-se à atividade empresarial, à consultadoria, à docência e ao comentário político.

Jorge Coelho será sempre recordado como um cidadão dedicado ao país. O seu desaparecimento é uma perda irreparável para o Partido Socialista e para o Portugal. Neste momento de dor e pesar, a Federação Distrital de Castelo Branco do Partido Socialista tem a bandeira da sua sede a meia haste, em sinal de luto, e endereça as mais sentidas condolências à família de Jorge Coelho, bem como aos amigos e Camaradas”.

*Vítor Pereira, presidente da Federação Distrital de Castelo Branco

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