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Reator nuclear II de Almaraz parado para recarga de combustível e manutenção

O reator II da central nuclear espanhola de Almaraz está desligado da rede elétrica desde o dia 13 de março para a realização de trabalhos de manutenção e recarga de combustível, operação que tem uma duração de 37,5 dias.

Numa nota de imprensa a que a agência Lusa teve hoje acesso, a CNAT (Centrais Nucleares Almaraz-Trillo) refere que, “no dia 13 de março, às 20:00, a Unidade II da central nuclear Almaraz se desconectou da rede elétrica para iniciar as obras correspondentes à sua 26.ª recarga”.

A recarga terá a duração de 37,5 dias e para a realização das atividades programadas foram mobilizados mais de 1.100 trabalhadores que se juntaram ao quadro regular de cerca de 70 empresas colaboradoras especializadas.

“O programa desta 26.ª recarga do CNA 2 [reator nuclear II] inclui a execução de mais de 13.500 atividades de manutenção, entre as quais se destacam a renovação dos elementos combustíveis”, bem como “a execução dos testes exigidos pelas Especificações Técnicas Operacionais e a revisão das instalações, equipamentos e componentes necessários para garantir o correto funcionamento da usina durante os próximos 18 meses do ciclo de operação subsequente”, segundo a nota de imprensa.

A anterior recarga de combustível da unidade II da central de Almaraz ocorreu no dia 07 de outubro de 2019, quando “completou seis anos sem registar nenhuma paragem automática” do reator e alcançou “os seus melhores dados” em termos de dias ligado à rede elétrica nacional: 512 dias ininterruptos.

Segundo a empresa, está ainda prevista para esta paragem “a implementação de 23 modificações de projeto, incluindo aquelas relacionadas a requisitos e compromissos com o Conselho de Segurança Nuclear (CSN)”.

As medidas de prevenção contra a covid-19 foram reforçadas para proteger as pessoas do risco de contágio pelo coronavírus.

“A exemplo do que foi feito na recarga da unidade I, em abril de 2020, todas as medidas de prevenção serão reforçadas para proteger as pessoas do risco de contágio. Entre outras ações para a proteção da saúde, as obras serão distribuídas em turnos para reduzir o número de pessoas com presença simultânea na fábrica, a capacidade será limitada em áreas compartilhadas e a sala de controle será ‘bunkerizada’”, conclui a nota.

Em 2020, a central nuclear de Almaraz forneceu mais de 06% de toda a eletricidade consumida na Espanha.

Segundo a empresa, nos últimos 10 anos, mais de 600 milhões de euros foram investidos na melhoria da segurança, aumento da potência, atualização e modernização da central.

A central de Almaraz está situada junto ao rio Tejo e faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre, sendo Vila Velha de Ródão a primeira povoação portuguesa banhada pelo Tejo depois de o rio entrar em Portugal.

Em operação desde 1981 (operação comercial desde 1983), a central está implantada numa zona de risco sísmico e apenas a 110 quilómetros em linha reta da fronteira portuguesa.

O governo espanhol renovou a licença de exploração para os Grupos I e II da central de Almaraz, em julho de 2020, prorrogando-a até 01 de novembro de 2027, e 31 de outubro de 2028, respetivamente.

Os proprietários da central de Almaraz são a Iberdrola (53%), a Endesa (36%) e a Naturgy (11%).

*LUSA

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