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Millennium Estoril Open: Denis Shapovalov junta-se à festa

Jovem canadiano fica com convite de Grigor Dimitrov, forçado a desistir

· Primeiro canadiano nos quartos-de-final do US Open

· Segundo tenista do Canadá a integrar o top-10

· ATP Star of Tomorrow e Most Improved Player em 2017

· Fase de qualificação: Pedro Sousa com entrada direta

· Wild cards para qualifying: Frederico Silva e Nuno Borges

O azar de Grigor Dimitrov foi a sorte dos fãs de Denis Shapovalov, que irão poder vê-lo atuar no Millennium Estoril Open — o maior evento tenístico português, cuja sexta edição começa já amanhã e decorre até a o dia 2 de maio no Clube de Ténis do Estoril.

O jovem canadiano irá receber o wild card que estava destinado a Grigor Dimitrov, depois de o agravamento de uma infeção dentária ter obrigado o búlgaro a comunicar à organização a impossibilidade de se deslocar a Portugal. 

“Este ano fomos particularmente solicitados com pedidos de wild card por parte de jogadores de nomeada, com o infortúnio de Grigor Dimitrov, redirecionámos o convite para um tenista que atualmente até está melhor classificado: o igualmente espetacular Denis Shapovalov”, anunciou João Zilhão.

O diretor do Millennium Estoril Open referiu ainda que “Denis Shapovalov é capaz de fazer coisas no court que mais ninguém consegue e é uma das referências da nova geração que o nosso torneio tem ajudado a catapultar para a ribalta, como sucedeu anteriormente com Nick Kyrgios e Stefanos Tsitsipas. Vamos também premiar a nova geração do ténis português com um convite para a fase de qualificação: o promissor Nuno Borges terá um wild card, tal como Frederico Silva. O acesso direto de Pedro Sousa permite a presença de três tenistas nacionais num fortíssimo qualifying de 16 elementos”.

DO TÍTULO EM WIMBLEDON AO ELOGIO DE JOHN MCENROE

Campeão júnior de Wimbledon em 2016, Denis Shapovalov surpreendeu o mundo com uma empolgante caminhada até à semifinal do Masters 1000 de Montreal em 2017 — batendo pelo caminho cotados campeões como Juan Martin de Potro e Rafael Nadal para se tornar no tenista mais jovem de sempre a marcar presença nas meias-finais de um evento Masters 1000.

Nascido em Israel e com pais russos, Denis Shapovalov mudou-se para o Canadá antes de cumprir um ano de idade e sempre se destacou pela sua precocidade; nesse ano de 2017 derrotou Daniil Medvedev, Jo-Wilfried Tsonga e Kyle Edmund para atingir os oitavos-de-final do US Open.

Os seus feitos nos dois principais torneios norte-americanos levaram os seus pares do ATP Tour a nomeá-lo Star of Tomorrow e Most Improved Player of the Year em 2017.

Em 2018, ‘Shapo’ foi o mais jovem semifinalista de sempre nas meias-finais do Masters 1000 de Madrid — tornando-se seguidamente o mais jovem tenista a estrear-se no top 30 mundial desde Richard Gasquet, em 2005.

Conseguiu o seu primeiro título do ATP Tour no outono, ao triunfar no Open de Estocolmo, atingindo seguidamente a final do Masters 1000 de Paris e a final da Taça Davis ao serviço do seu país.

No ano passado, conseguiu o seu melhor registo num torneio do Grand Slam ao aceder aos quartos-de-final do US Open e em Roma voltou a jogar as meias-finais de um torneio Masters 1000.

O lendário John McEnroe afirmou que o esquerdino canadiano, atualmente com 22 anos e 14º do ranking mundial, é o tenista da nova geração com um estilo de jogo mais parecido com o seu.

O que se compreende: Denis Shapovalov tem instintos declaradamente atacantes, é especialmente criativo, gosta de vir para a rede concluir o ponto no vólei, apresenta excelente toque de bola e tem como pancada de assinatura um ‘impossível’ golpe de esquerda a uma mão em suspensão.

TRIO LUSO NO QUALIFYING

Os últimos acertos relativamente às entradas para a fase de qualificação permitiram a entrada direta do número dois português Pedro Sousa, mediante a sua classificação.

Os dois wild cards à disposição da organização foram entregues ao atual número três nacional Frederico Silva e a Nuno Borges — o portuense que fez uma carreira de grande sucesso no circuito universitário norte-americano antes de se tornar profissional, registando excelentes resultados no escalão Future (este ano já ganhou o décimo título, em Antalya) e, mais recentemente, no circuito Challenger (foi finalista no Estádio Nacional há escassas semanas).

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