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ESART-IPCB em força na Orquestra Filarmónica Portuguesa

Comemorar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, em linha como quinto centenário da viagem de Fernão de Magalhães e o calendário oficial da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, foi o propósito do concerto”O Oceano Que Nos Liga – Na senda da primeira circum-navegação, a música como elemento de união entre povos”,apresentado a 2 de maio no Centro Cultural de Belém,em Lisboa.

Sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira e com a participação da soprano Raquel Camarinha, a Orquestra Filarmónica Portuguesa (OFP) interpretou obras de compositores nacionais dos séculos XX(“Divertimento n.º 1, op. 32”, de Joly Braga Santos; “Sinfonietta em homenagem a Hayd”, de Fernando Lopes-Graça) e XXI (“From the Depth of Distance”, de Luís Tinoco), bem como a peça “Faro de Última Esperanza”, do chileno Rafael Díaz.

Transmitido no próprio dia pela RTP2, o espetáculo que antecede atuações em Braga, Guarda, Almada, Mafra, Porto, Santa Maria da Feira, Salamanca ou Paris motivou reações como a do musicólogo Rui Vieira Nery, que no Facebook realça a “ambição” e “persistência”da OFP, com uma “qualidade sonora de conjunto rara numa orquestra ainda tão recente”.

Além das virtudes dos novos instrumentistas, o consultor da Fundação Calouste Gulbenkian louva“a direção sábia e experiente” de Osvaldo Ferreira, bem como o papel de Augusto Trindade“ na formação de uma escola de cordas” que proporcionou ao público “um dos mais belos concertos sinfónicos de música portuguesa”.

Maestro nas maiores orquestras mundiais, Osvaldo Ferreira dirigiu a Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), onde lecionou, enquanto que Augusto Trindade é professor de violino residente.

Mas o comentário aos fundadores da OFP ultrapassa o seu diretor artístico e o concertino.

Da centena de membros da formação, duas dezenas deles, entre professores e diplomados, estão também ligados ao IPCB, como é o caso dos violinistas Alexandra Trindade, Tiago Santos e Nuno Vasconcelos ou do trompetista José Almeida.

Segundo Augusto Trindade, a OFP já serviu de trampolim a jovens músicos da casa, hoje com carreiras no estrangeiro.

“É um projeto muito dinâmico e cada vez mais internacional, onde a ESART tem uma grande presença ao nível das cordas. Atesta a qualidade do ensino e o trabalho feito, que se pretende de altíssimo gabarito”.

Desde o início nesta formação “única que tem tudo para crescer” e se destaca pela “energia, essência e filosofia de trabalho”, Tiago Santos considera ser “uma alegria a dobrar quando passamos aos alunos o conhecimento que vamos beber aos mentores”.

“Para além de contribuírem para o crescimento da orquestra”, o também docente do IPCB considera que os estudantes “têm aqui uma oportunidade e porta de entrada no mercado”.

Criada em 2016, a OFP assume-se como uma das melhores orquestras sinfónicas nacionais, diferenciando-se pela versatilidade e ecletismo.

Agrega membros de elevado nível técnico e artístico, entre instrumentistas premiados em concursos, ex-integrantes da Orquestra Jovem da União Europeia ou músicos estrangeiros residentes em Portugal. Em palco, nos concertos sinfónicos que produz, conta com solistas internacionais e intérpretes como a pianista Luísa Tender, professora da ESART-IPCB.

Visando formar talentos emergentes, em 2019 a OFP estreou a academia de orquestra, projeto educativo constituído por músicos com idades entre os 15 e os 26 anos, selecionados em audições anuais.

*Foto de Daniel Marinho

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