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Hortense Martins quer aceleração da transição digital para impulsionar a economia e um “plano forte” para recuperar o turismo

A vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Hortense Martins defendeu, no Parlamento, a necessidade de acelerar a “agenda digital” em todo o território para impulsionar as empresas e outros setores de atividade, assim como de um “plano forte” para a recuperação económica na área do turismo e restauração.

Numa intervenção durante a audição parlamentar do ministro da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, no passado dia 5 de maio, a deputada eleita pelo círculo de Castelo Branco começou por assinalar que “estamos num momento crucial, em termos de desconfinamento, para retomarmos o impulso à nossa economia”, apontando que um em cada quatro portugueses já estão vacinados, pelo que está confiante que a aceleração do processo de vacinação permitirá que a imunidade de grupo seja rapidamente atingida.

Hortense Martins lembrou depois que “o Governo lançou medidas para fazer face a esta forte crise económica e totalmente inesperada”, frisando a “capacidade de adaptação” dessas medidas ao longo do tempo para conter o impacto da pandemia na atividade económica.

“Este trabalho permitiu que o desemprego não tivesse disparado, mas pelo contrário fosse sustido com o esforço das empresas, do Estado e dos trabalhadores, mas sem apoios poderia ter sido bastante superior”, afirmou, recordando que também o governador do Banco de Portugal considerou que “a pandemia não tem sido associada a uma necessidade de alteração  estrutural na nossa economia porque as empresas eram viáveis antes da crise”.

Em relação ao Plano de Ação para a Transição Digital, lançado pelo Governo para acelerar a transformação no uso das tecnologias de informação em Portugal, Hortense Martins defendeu que “devemos aproveitar esta oportunidade para acelerar a agenda digital, não só em termos sociais, com a tarifa social de internet e melhor acesso e formação dos cidadãos para esta realidade, mas também para as empresas e para muitos sectores de atividade, que poderão ter um impulso notável”.

Contudo, “não podemos esquecer a necessidade de cobertura territorial para esse efeito”, alertou, sobre o facto de ainda existirem zonas do país “sem cobertura ou mesmo com cobertura deficiente” de banda larga.

A deputada apontou “o exemplo do cluster da saúde como uma das áreas em que Portugal pode e deve evoluir no sentido de aproveitar a produção e melhorar a competitividade, que muito podemos valorizar, não só do ponto de vista da saúde dos cidadãos, com o SNS, mas também do ponto de vista da indústria”.

Nesse sentido, a vice-presidente da bancada do PS para a área da saúde lembrou que o Plano de Recuperação e Resiliência tem previsto para este setor “um multiplicador com um dos valores mais elevados, 5,7, o que se entende dado o seu impacto aos diversos níveis” e que pode ter boa repercussão “em termos de competitividade e exportações, assim como a diminuição de dependência externa”.

No que respeita ao turismo e restauração, Hortense Martins defendeu a necessidade de existir “efetivamente um plano forte para aproveitar este importante sector, não só em termos nacionais, mas também nas suas especificidades territoriais, como os produtos regionais”.

Por último, a deputada fez ainda questão de referir “o sector do têxtil e vestuários como merecedor de um cuidado e atenção particular”, alertando para o facto de, “em muitos casos, ser sobretudo de mão de obra intensiva”.

 

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