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Hortense Martins saúda aceleração do processo de vacinação para salvar vidas

A vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Hortense Martins saudou ontem,  no Parlamento, o trabalho desenvolvido pelo Vice-Almirante Gouveia e Melo e a sua equipa no processo de vacinação contra a Covid-19, que “ganhou rapidez” com a administração já efetuada de quatro milhões de vacinas, o que permitiu “reduzir muito” o número de mortes e de infetados em Portugal. 

Face à aceleração do ritmo de vacinação, a deputada eleita pelo círculo de Castelo Branco questionou o coordenador da Task Force de vacinação, durante a sua audição na comissão parlamentar de Saúde, sobre a possibilidade de “antecipar o que estava previsto para a imunidade geral da nossa população, de acordo com o número de vacinas que vão chegando e a velocidade a que estão a ser administradas”.

Em relação à capacidade dos centros de vacinação, a parlamentar do PS apontou que “o objetivo das 100 mil vacinas administradas diariamente já foi atingido em alguns dias”, salientando a informação dada aos deputados de haver “uma previsão para um objetivo superior ainda este mês de maio e a partir de junho, à medida que formos recebendo mais vacinas”.

Hortense Martins sublinhou depois o facto de se ter conseguido “reduzir muito o número de mortes e de infeções, porque a prioridade de salvar vidas foi efetivada a vários níveis e isso já está a repercutir-se nos números que Portugal apresenta”.

Solicitando um balanço do “objetivo de salvar vidas e de resiliência”, a deputada considerou relevante a vacinação dos grupos de resiliência, como os bombeiros e as forças de segurança,  “até para estarmos preparados para a próxima época de incêndios, que sabemos vai chegar”.

A vice-presidente da bancada do PS para a área da saúde sublinhou ainda o facto de ter sido criado o “mecanismo do auto-agendamento, que resultou de uma inovação e reinvenção para conseguirmos acelerar a vacinação com grande adesão da população”, pedindo esclarecimentos sobre a sua articulação com as autarquias.

Em resposta às questões da parlamentar do PS, o Vice-Almirante Gouveia e Melo explicou que para atingir o objetivo da imunidade de grupo “em finais de julho/início de agosto há uma antecipação da primeira toma”. “Isto não contando com os 2,7 milhões de vacinas da Janssen,  pois se as aproveitássemos anteciparíamos mais”, acrescentou.

Sobre a capacidade dos centros de vacinação, o responsável disse que “estão previstas 100 mil vacinas por dia para um período de seis horas, mas podemos ainda crescer aumentando o ritmo de trabalho e com isso conseguirmos 10h/dia e, desta forma, atingirmos 140 mil pessoas”, reconhecendo “o trabalho das autarquias que tem sido imprescindível no contributo para o sucesso deste processo”.

“Salvar vidas tem sido desde o início o meu objetivo e, por isso julgo que foi acertado, e estamos a diminuir muito o número de mortes,” referiu o vice-almirante, em resposta à questão sobre o objetivo de resiliência.

“Estamos a aproximar-nos de um importante nível de proteção, na ordem dos 95%, o que é relevantíssimo”, afirmou, explicando que “desde o início pusemos como objetivo 90 por cento das vacinas para salvar vidas, protegendo as pessoas mais frágeis”.

No que respeita ao envolvimento das autarquias no processo de vacinação, o responsável frisou que “têm sido um elemento fundamental na 1ª fase inclusivamente na construção de centros de vacinação, que permitiram que pudéssemos administrar as 100 mil vacinas dia”.

“Temos de elogiar esta colaboração que foi fundamental”, sublinhou, apontando que “à medida que vamos evoluindo na idade, as dificuldades em termos tecnológicos vão diminuindo, mas é evidentemente necessário continuar o seu trabalho como carro vassoura, sobretudo para encontrar pessoas que escaparam”.

Já em relação à imunidade, o Vice-Almirante Gouveia e Melo referiu que se está “a chegar à conclusão de que vacinação é também uma barreira à transmissão de vírus, o que se conclui já com os dados e experiência de Israel”.

“A partir de 70% da população vacinada, se o vacinado não for transmissor, o vírus começa a desaparecer na comunidade”, afirmou, sublinhando, contudo, que apesar dos dados de Israel serem “boas notícias”, ainda “não há uma verdade cientificamente consagrada” sobre esta matéria.

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