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Eleven assinala 50 anos de carreira do chef Joachim Koerper com um Menu especial e outras iniciativas

Este restaurante icónico de Lisboa, que mudou o panorama gastronómico da capital, vai marcar todo o ano de 2021 com várias iniciativas em torno desta efeméride

Em 2021, o chef Joachim Koerper, no Restaurante Eleven (1* Michelin) desde a sua fundação, celebra 50 anos de carreira.

Com um percurso marcadamente internacional e profuso em distinções e estrelas Michelin, Joachim escolheu Portugal, e Lisboa em particular, como sua casa há 17 anos.

Para comemorar este marco tão especial, o Eleven apresenta o “Menu 50 Anos”, que estará na carta durante todo o ano e que reflecte alguns dos momentos mais importantes e felizes da carreira profissional do chef.

Há 17 anos, no dia 11 do 11 (novembro) de 2004, 11 sócios abriam um restaurante  inovador em Lisboa.

O Eleven marcou o panorama gastronómico da capital desde esta data, sendo sinónimo de uma alta cozinha que ainda não era evidente em Portugal.

Em 2005 ganhou a sua primeira estrela Michelin, oferecendo assim a Lisboa o seu primeiro restaurante no Guia.

Quase duas décadas mais tarde, o Eleven mantém a sua estrela Michelin, assim como o chef responsável por fazê-la brilhar, Joachim Koerper.

“Estou muito feliz por comemorar esta data profissional em Lisboa e neste Restaurante que faz parte da minha vida há 17 anos”, afirma o chefJoachim Koerper, que é também um dos 11 sócios do Eleven.

“Técnica, aposta na matéria-prima, e disponibilidade para ensinar” – estas são, nas palavras de Joachim Koerper, os principais activos que o chef trouxe consigo para Lisboa, que considera ser uma antes da sua chegada, e outra após a mesma.

Foram muitos os chefs que aprenderam com ele desde que chegou a Portugal – onde começou por Coimbra e pela assessoria do restaurante Quinta das Lágrimas, pioneiro na entrada na rede Relais & Châteaux.

Joachim Koerper sabe que essa passagem de conhecimento é essencial para a constante evolução do panorama gastronómico como um todo.

Ao contrário do que aconteceu consigo (um dos pratos desta ementa é baseado numa receita secreta que o chef esteve um ano para conseguir), o chef, alemão de nascimento e “Lisboeta de coração”, fez deste Menu 50 Anos uma homenagem à capital europeia que elegeu como casa.

Uma curiosidade interessante: nunca coloca na sua carta alimentos que ele próprio não gosta de comer.

No Eleven, a vista deslumbrante sobre o rio e sobre a tranquilidade do Parque Eduardo VII, que se pode contemplar através das imensas janelas sobre o Tejo, no edifício projectado pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, continuam a ser uma montra da melhor gastronomia que se faz nesta capital europeia que é Lisboa.

Menu 50 Anos

No ano em que celebra 50 anos de carreira no activo, o chef Joachim Koerper desenhou uma ementa especial, marcada por alguns momentos fulcrais da sua carreira, quer em matéria de geografia, quer em questão de felicidade.

Adepto incondicional da cozinha Mediterrânica e dos produtos sazonais, neste menu, composto por cinco pratos e duas sobremesas, o chef elege pratos marcantes a nível de território, mas que regressam sempre a Portugal e a Lisboa, através de ingredientes ou técnicas.

Ainda antes de começar, no ‘couvert’, começa a homenagem a Portugal e a Lisboa. Manteiga fumada de sardinha, pão de espelta, pão de queijo de S. Jorge, pão alemão e azeite da Malhadinha Nova, no Alentejo.

Como “amuse-bouches”, uma filhós de salmão marinado, com carabineiro e maionese de alho, e uma ostra panada com maionese de ostra e caviar, acompanhada por um tártaro de vieira em crocante de tinta de choco, e gyosa de Bulhão Pato, reiventam sabores lusos através de técnicas do mundo.

Respondem pelo nome de “Mar Português”.

No primeiro prato, viajamos até à Alemanha natal do chef Joachim Koerper, com um “Lagostim com joelho de porco (‘eisbein’), abacate e gengibre”, uma conjugação improvável de sabores e ingredientes.

O segundo momento leva-nos até aos cofres fortes da Suíça, onde o chef viveu e trabalhou entre 1974 e 1988.

A “Barra de Ouro”, composta por ‘foie gras com ameixa de Elvas’, vem à mesa dentro de uma caixa, como se fosse um tesouro recheado com o metal precioso.

A parte estética é muito cuidada, para que antes de provar, já se esteja a “comer com os olhos”.

“O que cozinhamos tem de ter raízes, tem de ser pensado”, considera Joachim Koerper.

E é com essa ideia em mente que viajamos até Espanha, à vila de Moraira, onde o chef viveu de 1989 a 2004, e onde ergueu o restaurante Girasol, que ao fim de 9 meses tinha recebido a primeira estrela Michelin.

Três anos mais tarde, Joachim Koerper conquistou a segunda estrela neste local.

De Espanha, chega-nos este “salmonete de Moraira”, com ervilhas do Alentejo em várias têxturas, bouillabaisse e açafrão espanhol.

O prato seguinte presta homenagem à primeira fase da carreira de Joachim Koerper em Portugal, quando rumou a Coimbra e à Quinta das Lágrimas a convite de José Miguel Júdice, entre 1999 e 2005.

“O meu dia no mercado de Singapura” coloca no mesmo prato um Leitão da Bairrada lacado com “fried rice” e ‘dim sum’, num cruzamento de sabores e referências geográficas.

Para pré-sobremesa, temos caramelo salgado, gelado de banana e noz moscada, e um vinho de sobremesa alemão, ao estilo de “Colheita tardia” – um “trockenbeerenausleben”.

E para terminar o Menu 50 Anos com chave de ouro, o chef homenageia a cidade que considera a sua casa: Lisboa. A capital onde vive desde 2004, e que adora de paixão.

“A minha versão do pastel de nata com a sua bica” traz à mesa um pastel de nata em aro, com mousse de café, gelado de canela e limão, numa desconstrução destes dois ícones lisboetas.

Para ‘pairing’ de vinhos, a sugestão é feita exclusivamente com vinhos do chef, com o objectivo de criar um casamento perfeito.

Ao todo, são oito vinhos do chef Joachim Koerper que vêm à mesa, entre vinhos alemães, vinhos da Malhadinha Nova, no Alentejo, e espumantes.

Este menu tem o valor de 109€ (com 49€ adicionais com o ‘pairing’ de vinhos).

 

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