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Rali de Castelo Branco: Fontes em vantagem no duelo com Armindo Araújo

  • Piloto do Citroën C3 R5 venceu dois dos três troços do dia

  • Liderança segura por um segundo de diferença

  • Última etapa tem quatro especiais decisivas

José Pedro Fontes é o maior protagonista do Rali de Castelo Branco depois do primeiro dia de competição.

O piloto do Citroën C3 R5 está na frente da prova com um segundo de vantagem sobre o segundo classificado, Armindo Araújo, que corre com um Skoda Fabia R5.

Também com um carro do construtor checo, Ricardo Teodósio ocupa o último lugar do pódio a 14,5 segundos do líder.

Num dia marcado pelo intenso calor e com trovoadas que criaram alguma apreensão às equipas no momento de escolherem os pneus, Armindo Araújo entrou ao ataque na prova de qualificação.

Apesar de o tempo não contar para o resultado do Rali de Castelo Branco, dava-lhe uma vantagem: seria o primeiro a escolher a ordem de partida.

O campeão nacional optou por ser o primeiro na estrada para encontrar o asfalto limpo. Mas a vantagem teórica que isso lhe poderia não foi tão evidente.

José Pedro Fontes, que era o quarto na estrada, entrou a ganhar e mostrou que está em Castelo Branco para vencer como em 2015 e em 2017.

O piloto navegado por Inês Ponte bateu Araújo por 0,4 segundos na classificativa Vilas Ruivas 1 e assumiu-se como primeiro líder da prova organizada pela Escuderia Castelo Branco.

Na especial seguinte, Foz do Cobrão, Araújo deu réplica a Fontes.

O piloto do Skoda foi o mais rápido ao longo dos 14,67 km do troço e subiu ao primeiro lugar.

A etapa inaugural teve três classificativas. Os dois primeiros partiram para os derradeiros 16,31 km, de Vilas Ruivas 2, separados por 0,1 segundos.

Aí, Fontes voltou a evidenciar toda a competitividade do Citroën em asfalto e terminou a etapa na frente com um segundo de vantagem sobre Araújo.

“Foi um dia difícil, com muito calor, o que torna as condições especialmente exigentes para os pneus, mas a equipa deu-me um carro perfeito e os pneus Pirelli portaram-se muito bem. Estamos em primeiro. É importante sair à frente no dia de amanhã, mas ainda há muito rali”, afirmou José Pedro Fontes.

Por sua vez, Armindo Araújo assume que tudo correu bem e que andou “sempre ao ataque”, mas isso não foi suficiente porque “o José Pedro Fontes foi muito rápido no último troço”.

Ainda assim, o campeão nacional sabe que “está tudo em aberto para amanhã” e que “a escolha de pneus pode ser decisiva” na definição da classificação final.

O duelo pela liderança concentrou a maioria das atenções no primeiro dia do Rali de Castelo Branco. Ricardo Teodósio não conseguiu acompanhar os dois adversários que estão à sua frente e está, neste momento, no terceiro posto.

O algarvio foi terceiro nas duas passagens por Vilas Ruivas e é o bom desempenho nesse troço que lhe garante a posição com 4,5 segundos de vantagem sobre o quarto classificado, Bruno Magalhães.

No Hyundai i20 R5, Magalhães não entrou da melhor forma no dia. Na prova de qualificação fez apenas sétimo.

Mas em competição, revelou-se mais rápido e a melhorar de troço para troço. Começou com o sexto melhor registo, foi quarto nas segunda e terceira especiais e ocupa a mesma posição na classificação geral.

Miguel Correia, em Skoda Fabia R5, é quinto, a 20,7 segundos de Fontes mas a apenas dois segundos de Magalhães, enquanto Pedro Meireles parte para a segunda etapa em sexto, a 29,8s do primeiro classificado.

Depois do bom tempo na qualificação, Bernardo Sousa não está a conseguir traduzir essa rapidez em prova.

Se na prova matinal tinha sido o terceiro mais rápido, nas classificativas já realizadas não foi além do sétimo melhor tempo e ocupa esse mesmo lugar.

Carlos Fernandes em destaque nas duas rodas motrizes

Carlos Fernandes, que compete com um Peugeot 208 Rally4, está dentro do top-ten, em nono lugar. Mas o grande destaque vai para a liderança entre as viaturas com duas rodas motrizes. O piloto navegado por Valter Cardoso venceu dois dos três troços do dia nesta categoria e completou a primeira etapa com 18,9s sobre o segundo classificado, Ricardo Sousa, que também corre com um Peugeot. Numa viatura igual à do líder, Ernesto Cunha é terceiro a 22 segundos de Fernandes.

Carvalheiro a solo entre os GT

Paulo Carvalheiro é o único concorrente em prova com um GT. O piloto do Porsche 911 GT3 Cup preparava-se para discutir a vitória com Miguel Campos mas este último foi forçado a abandonar logo na primeira especial, com problemas mecânicos no seu Porsche.

Clássicos dominados por Nuno Carreira

Na competição reservada aos Clássicos, Nuno Carreira está na frente com uma vantagem confortável para a concorrência. O piloto do Subaru Impreza tem 1m09,9s de vantagem sobre Henrique Silva (Mitsubishi Lancer Evo V). A luta por esta posição está ao rubro pois Daniel Ferreira, que é terceiro, tem o seu Mitsubishi Carisma GT a 0,9s do segundo lugar.

Diogo Gago na frente do Renault Clio Trophy Spain

O Rali de Castelo Branco pontua para três troféus monomarca espanhóis. Na competição reservada aos Renault Clio, o líder é um português. Diogo Gago foi o mais rápido e está na frente com 3,8 segundos de vantagem sobre German Tabares. Na Copa Suzuki 2021, a luta está ainda mais intensa. Diego Gonzalez é o primeiro da armada dos Swift Sport 1.4 com 2,3 segundos de vantagem sobre Juan Pedrero. No troféu Dacia Sandero Rally Cup, Victor Maria comanda e controla. O piloto espanhol tem 15,1 segundos de vantagem sobre o seu compatriota, Sair Rodriguez.

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