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Exposição “A Emoção do Espaço” junta escultura de Rodin, Man Ray e Miró em Cascais

Uma exposição com esculturas de artistas como Rodin, Man Ray, Miró e Henry Moore, que marcaram a História da arte nos últimos cem anos, vai abrir ao público a 19 de junho, no Centro Cultural de Cascais.

A mostra internacional, que ficará patente até 03 de outubro com curadoria de María Toral, tem como título “A Emoção do Espaço”, e resulta de uma seleção de peças da coleção de arte da fundação espanhola Azcona, com sede em Madrid, Espanha.

Max Arnest, Eduardo Chilida, Martín Chirino, Miguel Barceló, Antonio López e Julio González são outros dos artistas que serão representados nesta mostra sobre um suporte – a escultura -, que se destacou nas vanguardas e movimentos artísticos como o cubismo, o modernismo, o dadaísmo, o surrealismo e o realismo.

Durante os séculos XX e XXI, “a escultura passou por mais metamorfoses do que em toda a história desde o seu surgimento como arte”, destaca a curadora María Toral, num texto divulgado pela organização, da Fundação D. Luís I e da Câmara Municipal de Cascais, no âmbito da programação do Bairro dos Museus.

“Nesta exposição traçamos um percurso por todos estes ‘ismos’, até chegarmos ao presente, que nos permite observar, em primeira mão, todas as interpretações desenvolvidas pelos artistas. Todas estas visões têm em comum o processo de representação em diferentes esferas da expressão humana. Falamos da expressão sólida, da tridimensional e, por último, da ocupação do espaço”, sublinha.

Na escolha da curadora pesou a capacidade de inovação de artistas que “rasgaram conceitos e derrubaram os limites da criação artística”, materializando as suas ideias através de materiais como o ferro, a madeira, a pedra, o plástico, o plexiglass e as resinas.

“Para compreender esta evolução é necessário perceber, em primeiro lugar, que a escultura adquiriu um novo significado no século XIX, ainda que de forma gradual, e que artistas como Auguste Rodin, presente na mostra, foram capazes de romper com os conceitos de estátua, dotando-os de maior independência artística”, recorda a curadora.

María Toral cita Rodin: “Onde aprendi escultura? Nos bosques, observando as árvores; nos caminhos, observando a construção das nuvens; no atelier, estudando o modelo; em todo o lado, exceto nas escolas. Apliquei na minha obra o que aprendi com a natureza”.

A mostra inclui ainda obras de artistas como Allen Jones, Antoni Clavé, Baltasar Lobo, Carmen Laffón, Edgar Negret, Gerardo Rueda, Gustavo Torner, Henri laurens, Jacques Lipchitz, Jorge Oteiza, Manolo Hugué, Martín Chirino, Susana Solano e Miquel Barceló.

A Fundação Azcona, de direito privado, mas com atividade cultural considerada de interesse público, desenvolve iniciativas para estimular a inovação e o reconhecimento da imaginação artística, nomeadamente através de uma coleção de arte, da realização de exposições e de edição de obras dedicadas à arte, sobretudo catálogos ‘raisonné’, que congregam, de for abrangente, todos os elementos conhecidos sobre as obras e os artistas em causa.

Em 2019, a fundação foi galardoada pelo governo espanhol com o Prémio Best Published Art Book Awards, pela publicação do catálogo ‘raisonné’ com a obra visual e experimental do artista catalão Joan Brossa, não reproduzida em serigrafias.

A maioria deste trabalho do artista raramente foi vista em público até a exposição “Poesia Brossa” ser realizada no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA), entre setembro de 2017 e fevereiro de 2018.

*LUSA

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