18.3 C
Castelo Branco
Quarta-feira, Outubro 27, 2021
No menu items!
InícioCulturaTeatro S. Luiz põe em cena "Cenas da Vida Conjugal" de Ingmar...

Teatro S. Luiz põe em cena “Cenas da Vida Conjugal” de Ingmar Bergman

Como sobreviver ao quotidiano que “nos dilacera, e nos engole” é a dúvida que sustenta ‘Cenas da Vida Conjugal’, texto de Ingmar Bergman, encenado por Rita Calçada Bastos, a estrear no Teatro S. Luiz, em Lisboa, no próximo dia 22.

Uma “ode ao amor e ao quotidiano”, é como a encenadora classifica a peça que encena a partir da série (e do filme) do dramaturgo e realizador sueco Ingmar Bergman (1918-2007), na qual se reflete “como é que muitas vezes se consegue salvar o amor”, disse a encenadora à agência Lusa.

Os atores Ivo Canelas e Katrin Kaasa são os protagonistas desta encenação, que também conta com trabalho em vídeo do realizador João Canijo.

“Como é que muitas vezes conseguimos salvar o amor numa relação, como é que o quotidiano, de alguma forma, mata o amor, a rotina entedia, o tédio se instala e como, no caso do Bergman, que é um génio, surge a solução para que o amor continue a existir” são temas centrais da peça que Rita Calçada Bastos leva, a partir de dia 22, ao palco da sala Mário Viegas, do Teatro S. Luiz.

Muitas vezes salvar o amor não passa “pelo modelo relacional que nós conhecemos ou que a sociedade instalou como normal”, referiu Rita Calçada Bastos à agência Lusa, acrescentando que a peça reflete precisamente sobre essa questão.

A questão de “como é que nós conseguimos sobreviver a este quotidiano que nos dilacera, que nos engole”, frisou.

Para a encenadora, “Ingmar Bergman é o Tchekhov do século XX”, já que o autor sueco “trata a matéria humana” de uma forma muito “cruel e transparente”.

“Trata de todas as nossas emoções e todos os nossos sentimentos aqueles mais obscuros — os seus demónios, como ele chamava — de uma forma muito dissecada”, enfatizou.

Para a encenadora, a forma como Ingmar Bergman trata as questões da natureza humana é “muito interessante”.

Até porque “nos revemos nelas, mesmo quando não queremos pensar sobre isso”, sublinhou.

Numa peça em que a encenadora privilegia o trabalho de atores, “sem artifícios, tal como Bergman fazia”, a peça tem também uma componente cinematográfica forte, dirigido pelo realizador João Canijo.

Na pele das personagens da minissérie realizada por Ingmar Bergman, em 1973, vão estar Katrin Kaasa e Ivo Canelas.

Marianne (Liv Ulman) e Johan (Erland Josephson) eram as personagens centrais da minissérie, em que interpretavam um casal perfeito, que deixou de o ser quando, ao fim de dez anos de relação, Johan trocou Marianne por outra mulher. Os dois são então forçados a confrontar-se com a fragmentação do casamento. Em seis cenas, Bergman faz a crónica dos dez anos de amor e do seu desgaste.

A série original deu também origem à montagem cinematográfica que conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, em 1975.

“Cenas da Vida Conjugal” vai estar em cena até 04 de julho, com espetáculos de terça-feira a sábado, às 19:30, e, aos domingos, às 16:00.

No dia 26 de junho, às 17:30, haverá uma conversa com o público, sobre “A importância de Ingmar Bergman na vida de todos nós”.

Na iniciativa participam a embaixadora da Suécia em Portugal, Helena Pilsas, a diretora artística do S. Luiz, Aida Tavares, a dramaturga Maria Quintans, o realizador João Canijo, a encenadora e atriz Rita Calçada Bastos, o ator Ivo Canelas e a atriz Katrin Kaasa.

‘Cenas da Vida Conjugal’ tem desenho de luz de Paulo Santos, vídeo de João Canijo e Leonor Teles e cenografia e figurinos de Fernando Alvarez.

*LUSA

 

Leave a Reply

- Advertisment -

Most Popular

COMENTÁRIOS RECENTES

Paula Alexandra Farinha Pedroso on Elias Vaz lança livro sobre lendas e mitos de Monsanto
%d bloggers like this: