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Teatro das Beiras estreia “Nosocómico” a 30 de junho

“Nosocómico”, de José Carretas, a partir de Molière, é a 109ª produção do Teatro das Beiras.

Estreia na Covilhã a 30 de junho, no Teatro das Beiras (ao ar livre). Estará em cena de 30 de junho a 2 de julho, às 22h.

As apresentações respeitarão as normas Direção-Geral de Saúde em vigor, pelo que a lotação é limitada.

As reservas deverão ser feitas antecipadamente para os telefones 275 336 163 ou 963 055 909.

“Nosocómico” seguirá depois em digressão, salientando a digressão feita pelas freguesias do concelho da Covilhã, iniciativa que conta com o apoio do Município da Covilhã.

“Nosocómico” terá 22 apresentações, de 30 de junho a 22 de agosto.

Datas digressão nacional: 7 de julho – Pinhel, 14 de julho – Serpa (Festival Noites na Nora), 17 de julho – Castelo Branco, 18 de julho – Chaves, 28 de julho – Caria, 15 de agosto – Campo Benfeito (Festival Altitudes) e 22 de agosto – Setúbal (Festival Internacional de Teatro de Setúbal)

Datas digressão pelas freguesias do concelho da Covilhã: 9 de julho – Unhais da Serra, 10 de julho – Boidobra, 22 de julho – Teixoso, 23 de julho – Orjais, 24 de julho – Cortes do Meio,  30 de julho – Barco, 5 de agosto – Cantar Galo, 6 de agosto – Tortosendo, 7 de agosto – Coutada, 10 de agosto – Casegas, 12 de agosto – Vila do Carvalho e 13 de agosto – Peraboa.

Sobre “Nosocómico*”:

De tempos a tempos, somos surpreendidos com alguém que se faz passar por médico.

Surpreende-nos o descaramento, a “perícia” e a capacidade de enganar toda a gente, mas choca-nos que se possa brincar assim com a saúde dos outros.

No Teatro, por exemplo, podemos matar ou fazer adoecer qualquer pessoa, sem que isso tenha algum mal.

Pelo contrário, até pode provocar salutares gargalhadas, como é o caso de Molière.  Na Medicina, não. As pessoas podem realmente adoecer e morrer.

Também há falsos engenheiros, falsos advogados, falsos padres, com falsos diplomas, mas isso, estranhamente, não nos choca tanto. Há gente que chega mesmo a votar neles.

Mas, como diz Esganarelo neste espetáculo, médico é mais do que um estatuto é uma missão.

No tempo de Molière, também houve a peste, a pandemia da época.  Molière satirizava os médicos e teria razões para isso.

Nós, hoje, agradecemos aos médicos e à Ciência que nos dão mais e melhor vida. Hoje, os médicos são diferentes. São melhores.

A unir as duas épocas, fica o humor eterno daquele homem do teatro, a lembrar-nos que a melhor terapia para todas as doenças é a Comédia.

Este espetáculo partiu de dois dos primeiros textos de Molière: “Médecin Volant” (Médico Volante) e “La Jalousie du Barbouillé” (A Ciumeira do Enjoado).

Já neles se nota o enorme talento que veio a consagrar o Mestre: um humor feito de irreverência, de quebra de preconceitos, de crítica social desbragada, sem filtros, sem auto-censura. Por isso, foi um quebra-cabeças dramatúrgico resolvido com prazer.

Que me lembre, é a oitava encenação minha no Gicc Teatro das Beiras. Quer dizer que já não se trata de amizade, mas de cumplicidade.

Digo cumplicidade porque Teatro é um crime premeditado, cometido em grupo. O veredicto é do público, mas até lá, somos todos presumidos inocentes. Espero que o público seja também ele nosso cúmplice ou, pelo menos benevolente.

*Nosocómio: o mesmo que Hospital. Nosocómico: relativo a hospital ou às doenças que aí se tratam.

*José Carretas

Ficha artística:

Autor: José Carretas, a partir de “Médecin Volant” e “La Jalousie du Barbouillé”, de Molière

Encenação, cenografia e cartaz: José Carretas

Figurinos: Margarida Wellenkamp

Música: Ambre de Souze, Thyago Mûriere e Jean-Baptiste Lully

Desenho de luz: Hâmbar de Sousa

Interpretação: Fernando Landeira, Hâmbar de Sousa, Sílvia Morais, Susana Gouveia e Tiago Moreira

Pintura de cenário: Cecília Quaresma e Pedro Sardinha

Confecção de figurinos: Alfaiataria Juvenal e Sofia Craveiro

Carpintaria: Ivo Cunha

Fotografia de cartaz: Fernando Landeira

Produção: Celina Gonçalves, Fernando Sena e Luís Mouro

Duração: 55 min.

Classificação etária: maiores 12 anos

Preço bilhetes para as apresentações no Teatro das Beiras: 6€ (desconto para estudantes, maiores 65 anos, sócios do Teatro das Beiras)

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