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SERTÃ: Maratona de Leitura com muito público e apelos à proteção do planeta

A proteção do planeta foi o mote para a nona edição da Maratona de Leitura, que trouxe até vários pontos do concelho da Sertã mais de sete dezenas de convidados, entre escritores, contadores de histórias, músicos, performers ou atores.

Foram quatro dias, entre 30 de junho e 3 de julho, em que a cultura invadiu as ruas e aldeias do município em diferentes atividades, com bastante afluência de público.

“Estamos muito satisfeitos com esta Maratona de Leitura. Embora com todas as restrições que foi preciso adotar, devido ao contexto de pandemia em que vivemos, foi gratificante assistir a um programa de enorme qualidade que trouxe ao nosso concelho espetáculos e convidados de enorme qualidade. Esta nona edição ficará com certeza na memória de todos”, sublinhou José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã.

O autarca destacou ainda a “elevada presença de público em todas as atividades, o que é sinónimo de que esta é uma aposta ganha pelo Município da Sertã. Estamos a afirmarmo-nos como um polo cultural de extrema relevância no país e isso mesmo foi sublinhado por muitos dos convidados que pisaram os vários palcos da Maratona de Leitura”.

A nona edição deste festival literário ficou, uma vez mais, marcada pelo extenso programa de atividades à disposição de todos os que quiseram participar.

A essência do evento não se alterou e foi possível assistir novamente a encontros com escritores em lugares inesperados (Dona Maria, Picoto Rainho, Vau – Pedrógão Pequeno, Vale de Pêro Corvo, Gonçalo Mogão, percurso pedestre da Rota das Estevas, entre outros) ou em lugares afastados da sede de concelho, onde decorreram as tradicionais ‘Festas na Aldeia’.

Outro dos grandes destaques da edição deste ano foi o espetáculo do projeto RUGE, do conhecido jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho, que, na noite do primeiro dia, deu um colorido diferente à Praça da República, onde se reuniram quase duas centenas de pessoas – com o devido distanciamento e medidas de etiqueta sanitária.

Minutos antes já o conhecido escritor espanhol Javier Cercas deliciara o público presente no mesmo local com uma conversa sobre literatura.

O dia seguinte (1 de julho) também não defraudou o público presente, com muitos momentos de enorme beleza, como foi, por exemplo, o «Chá de Poesia Dançado», a sessão de leitura a partir do projeto «R.E.Fazenda» ou o encontro com os escritores Nuno Camarneiro e Vasco Gato numa ínsua em pleno rio Zêzere.

Na manhã deste segundo dia, as crianças do concelho tiveram muitos motivos para sorrir nas sessões que lhes estavam destinadas e o ambiente foi de muita cor e alegria na Alameda da Carvalha.

À noite aconteceu o lançamento do áudio livro «Guia Experimental para Leitura em Voz Alta» e a inusitada sessão «Poesia para ver no escuro», onde os participantes foram desafiados a entrar num local às escuras para ouvir poesia.

A manhã do dia 2 de julho foi preenchida pelo projeto «Comeres da Terra», pelo workshop de cozinha sustentável, pela arruada poética de Paulo Condessa e por dois encontros com escritores.

Neste dia foram também entregues os prémios aos vencedores do Concurso Nacional de Leitura em Voz Alta, apresentado o livro «Silêncio – Os Pássaros Leem em Voz Alta», exibido o documentário «Um Grito na Paisagem» e emitido, a partir da Sertã, o programa «Prova Oral», da Antena 3.

Momentos de leitura

O dia contou ainda com os espetáculos «Romance ao Contrário», que misturou música e improviso, e «À Margem, de uma Certa Maneira – O Canto do Exílio».

Os escritores José Eduardo Agualusa e Jerónimo Pizarro proporcionaram também um encontro inesquecível, o mesmo sucedendo com a conversa ao cair da noite, na escadaria do convento, com o jornalista e escritor José Milhazes.

O último dia começou bem cedo com o passeio literário com o escritor Afonso Cruz, seguindo-se pelas 10 horas o início da já icónica sessão das 24 Horas a Ler, que este ano devido às restrições em vigor teve de ser reduzida para 14 horas.

Pelo palco desta sessão passaram muitos convidados, mas também todos aqueles que aceitaram o desafio de ler em voz alta em cima de um palco e à frente de uma plateia.

Esta atividade teve dois momentos, primeiro no Cineteatro Tasso e depois no Castelo da Sertã, onde foi possível assistir às leituras de António Fagundes e Adolfo Luxúria Canibal, à atuação do projeto Declanto, de Miguel Calhaz e Rui Oliveira, e aos espetáculos «Como se Desenha uma Casa», de Pedro Lamares e Rui David, e «Vulgar Insónia», do coletivo ‘Creio que eram 5 ou 6’.

O programa deste dia contemplava também as Festas na Aldeia, algumas oficinas e ateliers, a apresentação da exposição «Onde está la Realidade», o espetáculo «Re Canto da Beira», uma conversa com o músico e escritor Adolfo Luxúria Canibal e dois encontros temáticos: no Picoto Rainho Manuel Collares Pereira e Maurício Leite falaram sobre a Agenda 2030 e no Vale de Pêro Corvo Bagão Félix esteve à conversa com Francisco Lopes sobre árvores.

Ao longo dos dias em que decorreu a Maratona de Leitura tiveram também lugar outras iniciativas, como a feira do livro, correio literário, oficinas e encontros com escritores nas escolas, sessões de leitura em voz alta em empresas do concelho, o primeiro encontro do grupo de leitura juvenil da Sertã «Leitores de Metro e Meio» e as exposições «Amar à Vista» (Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes), «Pássaros da Amazónia» (Claustro do Convento da Sertã Hotel) e «Bibliotecas Itinerantes – Lugares de Futuro» (Fonte da Boneca).

 

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