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Gonçalo Salvado celebra o Fogo e o Vinho na poesia de Eugênio de Andrade

UM CORPO É SEMPRE UMA CHAMA ANTOLOGIA ORGANIZADA PELO POETA

Um Corpo É Sempre Uma Chama – O Fogo e o Vinho na poesia de Eugênio de Andrade” é o título da antologia organizada pelo poeta Gonçalo Salvado, a publicar uma colaboração da Editora Lumen com a Livraria Sá da Costa Editora de Lisboa, em parceria com a Quinta dos Termos.

A presente antologia insere-se numa coleção de poesia, única no panorama editorial português, dirigida por Gonçalo Salvado, cujas obras surgem em formato original livro/garrafa, numa união que pretende materializar a relação simbólica e milenar entre o vinho e a poesia. O editor é Ricardo Paulouro.

O livro que apresenta uma seleção das referências ao fogo e ao vinho na poesia Eugênio de Andrade, reproduz na capa um retrato inédito de Eugênio de Andrade realizado expressamente com esta finalidade por Dorindo Carvalho, um dos designers gráficos/artistas portugueses mais marcantes da segunda metade do séc. Xx.

Eugênio de Andrade e Gonçalo Salvado em 1990 – Fotografia de Dário Gonçalves

Contém ainda um fac-símile de um poema manuscrito de Eugênio de Andrade oferecido pelo poeta a Gonçalo Salvado, e uma fotografia da autoria de Autoria Dario Gonçalves, que regista Eugênio de Andrade junto a Gonçalo Salvado, datada de 1990.

Inclui  ainda uma nota de abertura do autor da antologia e uma apresentação de Maria João Fernandes.

Trata-se da primeira antologia poética com os temas do fogo e do vinho na poesia de Eugênio de Andrade, sendo também a primeira vez que a poesia deste vulto ímpar e tutelar das nossas letras é editada no formato singular de livro/garrafa.

Eugênio de Andrade (1923-2005) nascido na Póvoa de Atalaia/ Fundão é, nas palavras de Gonçalo Salvado:“o maior poeta do amor e do erotismo da segunda metade do séc. XX em Portugal, criador de um novo e revolucionário dizer amoroso. A sua poesia, em sua maioria escrita sob o influxo de Eros e refletindo o fascínio por esta figura central da mitologia grega não foi ainda suplantada no alvor deste novo século. Nem mesmo O Amor Em Visita (1958) de Herberto Helder,que tanta novidade no plano da linguagem aportou para a poesia amorosa portuguesa do séc. XX, conseguiu superar o milagre da voz de Eugênio, provando-se, mais uma vez, que o mistério da Poesia é muito para além da literatura.”

De lembrar que Um Corpo É Sempre Uma Chama (expressão retirada de um texto de Eugénio de Andrade) foi igualmente o título escolhido por Gonçalo Salvado para a Exposição, comissariada por Maria João Fernandes, de esculturas e desenhos do escultor José Rodrigues, histórico amigo e colaborador de Eugénio de Andrade, que esteve patente em Gouxaria (Alcanena), em 2017.

Postal enviado por Eugénio de Andrade a Gonçalo Salvado agradecendo a oferta e celebrando a publicação de um novo livro deste poeta com parecer acerca da sua poesia

De referir que esta não é a primeira vez que Gonçalo Salvado homenageia Eugénio de Andrade. Em 2016, a convite e integrado no encontro literário Poesia, Um Dia, uma iniciativa da Biblioteca Municipal José Baptista Martins, de Vila Velha de Rodão, Gonçalo Salvado organizou um recital de poesia com seleção de poemas de sua autoria que intitulou: “O teu corpo é como um rio/ onde o meu se perde” – O Corpo e o Rio na poesia amorosa de Gonçalo Salvado”, escolhendo dois versos de Eugénio para titular o recital, um singelo tributo ao mestre. As leituras foram efetuadas durante um passeio a bordo de um barco no rio Tejo.

De referir que um dos números desta original coleção é dedicado à poesia de António Botto, o mais relevante poeta do amor e do erotismo da primeira metade do séc. XX português, cujos versos e universo poético muito influenciaram Eugénio.

Esse livro intitulado “A Taça Que Me Destinas – Amor e Vinhona poesia de António Botto” unido ao de Eugénio de Andrade completará a edição dupla, previamente projetada por Gonçalo Salvado, composta por dois livros/garrafa, consagrada e em homenagem aos dois nomes mais proeminentes da poesia amorosa e erótica do séc. XX português, sendo inédita esta ligação numa mesma edição.

A apresentação das duas antologias terá lugar em data a agendar na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

 

 

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