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Nuno Melo apresenta moção no congresso do CDS mas decisão sobre liderança só após autárquicas

O eurodeputado do CDS-PP, Nuno Melo, confirmou hoje à agência Lusa que vai apresentar uma moção no próximo congresso do partido, mas disse que a decisão de avançar para a liderança apenas vai ser tomada depois das eleições autárquicas.

Em entrevista ao Observador, o democrata-cristão anunciou que vai apresentar uma moção ao congresso do partido, que deverá realizar-se no início de 2022.

O eurodeputado confirmou esta informação à Lusa, mas questionado se assume a candidatura à liderança, Nuno Melo disse que o que tiver “de decidir sobre o congresso será decidido depois das autárquicas e não dependerá do resultado” dessas eleições, uma vez que “não permitem perceber o estado geral do partido”.

Uma vez que os democratas-cristãos vão concorrer coligados com o PSD em grande parte das autarquias, Nuno Melo disse que os resultados “não permitem avaliar” o momento que o partido esteja a viver.

Por isso, uma decisão sobre concorrer à liderança do partido vai estar dependente da reflexão do próprio.

Na última segunda-feira, durante as jornadas parlamentares do partido, o eurodeputado do CDS-PP acusou a direção do partido de “entrincheiramento” e de “atacar os seus”, e defendeu que o esforço para agregar o partido tem de partir “do topo para a base”.

“Eu começo desde logo por aquilo que eu considero que é um entrincheiramento diretivo. Um partido não pode desvalorizar saída de militantes, um partido não pode estar concentrado em ajustes de contas e purgas para dentro tendo a pretensão de ser simultaneamente eficaz para fora”, afirmou, numa crítica à reação do presidente do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, à desfiliação do antigo deputado Francisco Mendes da Silva.

O eurodeputado começou o seu discurso dizendo que não se tinha “na conta da oposição”, mas salientou que há “reflexões que têm de ser feitas” e que “quem não sente não é filho de boa gente” e, ao longo de cerca de 45 minutos de discurso, teceu várias críticas à direção do CDS-PP.

“Eu vou dizer o que acho que tem de ser dito e se no final for interpretado como oposição, que seja”, salientou.

Voltando ao “entrincheiramento diretivo”, o dirigente criticou também “quem, mandando ataca os seus, muitas vezes dos seus e os que mais se destacam”, numa altura em que “o CDS necessita de todos”, e notou que isso “debilita profundamente o partido”.

No dia seguinte, o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, advertiu hoje que a “única reflexão que se impõe” ao partido é ser alternativa ao PS, num discurso em que não se referiu às críticas do eurodeputado Nuno Melo.

O líder quer que o CDS “se afirme como uma componente fundamental na alternativa política em Portugal”, numa altura em que o “pano de fundo” é “um cercear cada vez maior das liberdades por parte do Governo socialista, e em que os seus métodos de governo são cada vez mais totalitários e radicais”.

*LUSA

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