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Preço médio do arrendamento recua no segundo trimestre de 2021

CASAFARI divulga análise trimestral do mercado imobiliário nacional

  • O valor médio de venda de moradias aumenta sobretudo em Lisboa, Setúbal, Évora e Faro, com o preço médio de venda de apartamentos a subir também, ainda que de forma mais ligeira.
  • Évora foi o distrito que mais viu a cotação dos seus apartamentos para venda subir, na ordem dos 4,5%;
  • Lisboa continua a ser o distrito de Portugal com os preços médios de venda e arrendamento mais elevados.
  • Entre os distritos com maior densidade populacional (Faro, Lisboa, Porto e Setúbal), Lisboa foi o que apresentou o maior movimento descendente no mercado de arrendamento (-1,50%).
  • No que diz respeito ao segmento não residencial, os dados da CASAFARI mostram um aumento geral do preço médio de arrendamento em Lisboa, Porto e Faro, nos três setores analisados (industrial, escritórios e retalho).

A CASAFARI, principal plataforma de tecnologia de dados imobiliários da Europa, divulga hoje o mais completo relatório de análise do mercado imobiliário relativo ao segundo trimestre de 2021, com destaque para os distritos de Lisboa, Porto e Faro, e uma análise geral da evolução dos preços de venda e arrendamento, por distrito, e comparação com o primeiro trimestre de 2021.

O relatório apresenta ainda uma análise ao segmento não residencial, com destaque para a evolução do preço de venda e arrendamento nos setores industrial, de escritórios e retalho.

O relatório da CASAFARI conclui que, no segundo trimestre de 2021, não obstante a continuação da situação pandémica em Portugal, os preços do imobiliário no segmento residencial continuaram resilientes em Portugal, com os preços de venda a apresentarem um crescimento gradual.

O preço médio de venda de apartamentos em Portugal registou uma ligeira subida (1,13%), com os preços em Lisboa a manterem-se estáveis (0,37%), e o distrito a apresentar o preço mais elevado em todo o país: 269,965 euros.

O preço médio da venda de moradias no país manteve-se estável (0,12%), com o distrito de Lisboa a apresentar também o valor médio mais elevado: 444,655 euros.

No que se refere ao arrendamento de apartamentos, é de referir o facto de os preços em Portugal terem registado, de forma generalizada, uma ligeira queda (-1,16%), com o distrito de Lisboa a destacar-se com o preço médio mais elevado (984 euros).

No segmento não residencial, a informação revelada pela CASAFARI mostra uma performance otimista em todos os setores analisados (industrial, escritórios e retalho), com o preço médio de venda de escritórios a aumentar em Lisboa (5,08%) e no Porto (2,3%), e a manter-se estável em Faro (0,67%).

Esta análise revela assim dados relevantes sobre o setor imobiliário no nosso país, no que se refere ao mercado de compra e arrendamento de apartamentos, e aquisição de moradias, e como está o mercado a reagir à evolução da pandemia, ao longo do segundo trimestre de 2021.

Aqui ficam as principais conclusões:

Portugal:

No que se refere ao preço médio de venda de apartamentos, de forma geral, os preços em Portugal registaram uma ligeira subida (1,13%).

Destaca-se o distrito de Évora, a registar a maior subida, com um crescimento de 4,5%.

Lisboa continua a ser o distrito com o preço médio de venda mais elevado: 269,965 mil euros.

Relativamente às moradias, os dados do país revelam uma estabilidade no preço médio de venda, com uma ligeira variação de 0,12%.

Lisboa é novamente o distrito que apresenta o valor mais elevado (444,655 euros) e o distrito de Castelo Branco a revelar o valor mais baixo (57,688 euros).

Relativamente ao mercado de arrendamento, os dados mostram que o preço médio do arrendamento em Portugal recuou no segundo trimestre de 2021, face ao primeiro trimestre (-1,16%), com o distrito de Lisboa a apresentar o valor médio de arrendamento mais elevado em todo o país (984 euros), e Guarda no final da tabela, com o valor médio de arrendamento mais baixo (303 euros).

Distrito de Lisboa:

No que se refere à venda de apartamentos, à exceção de quatro concelhos (Arruda dos Vinhos, Azambuja, Oeiras e Sobral de Monte Agraço) registou-se uma subida no preço média de venda, com Lisboa, Cascais e Oeiras a apresentarem os valores mais elevados, e Cadaval, Azambuja e Sobral de Monte Agraço  a registarem os preços médios de venda mais baixos.

Lourinhã é o concelho que regista a variação positiva mais elevada (7,41%) e Sobral de Monte Agraço regista a variação negativa mais alta (-8,11%).

Analisando a venda de moradias no distrito de Lisboa, tal como na venda de apartamentos, Lisboa, Cascais e Oeiras são os concelhos mais caros, com Azambuja, Alenquer e Cadaval a apresentarem o preço médio mais baixo.

Arruda dos Vinhos foi o concelho que registou a variação positiva mais elevada (9,71%), com o concelho da Amadora a apresentar a variação negativa mais alta (-6.82%).

No arrendamento, verificou-se uma quebra no valor médio das rendas em quase todos os concelhos, com mais uma vez Cascais, Lisboa e Oeiras a registarem os valores mais elevados, e Azambuja, Sobral de Monte Agraço e Arruda dos Vinhos a apresentarem os preços mais baratos.

Lourinhã foi o concelho que registou a variação positiva mais elevada (16,84%), com Arruda dos Vinhos a apresentar a variação negativa mais alta (-13,38%).

Distrito do Porto:

A norte do país, o preço médio de venda de apartamentos registou, na generalidade uma subida neste trimestre, à exceção de quatro concelhos que apresentaram uma ligeira quebra.

O Porto continua a ser o concelho que apresenta o preço médio de venda mais elevado (230,871 euros), seguido de Matosinhos e Póvoa de Varzim.

Marco de Canaveses, Baião e Lousada são os concelhos que apresentam os preços médios de venda de apartamentos mais baratos.

Paços de Ferreira foi o concelho que registou a variação positiva mais elevada (6,22%).

No que toca ao preço médio da venda de moradias neste distrito, Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia são os concelhos mais caros, com Baião, Marco de Canaveses e Amarante a apresentarem os valores médios mais baixos para venda deste tipo de imóveis.

Santo Tirso regista a variação positiva mais elevada, com uma subida de 6.3%, e Marco de Canaveses  regista a variação negativa mais alta, com uma quebra de 8,66%.

Já no arrendamento, Matosinhos, Santo Tirso e Vila do Conde são os concelhos mais caros, com Felgueiras, Penafiel e Lousada a apresentarem-se como os concelhos mais baratos no distrito do Porto.

Felgueiras é o concelho que regista a variação positiva mais elevada, com uma subida acentuada de 29,85%, e Penafiel regista a variação negativa mais alta, com uma diminuição de 5,86%.

Distrito de Faro:

A sul do país, no distrito de Faro, Loulé, Lagos e Vila do Bispo destacam-se como os concelhos mais caros no que toca ao valor médio dos apartamentos para venda, com Alcoutim, Aljezur e Monchique a registarem os valores mais baixos.

Olhão foi o concelho a registar a variação positiva mais elevada (6,97%), com Aljezur a apresentar a variação negativa mais alta, com uma quebra de 15,87%.

Analisado o preço médio da venda de moradias, Loulé, Lagos e Lagoa situam-se no topo da lista dos concelhos mais caros, com Alcoutim, Monchique e Vila Real de Santo António a apresentarem os números mais baratos.

Portimão é o concelho onde a variação positiva é mais elevada (6,71%), e Monchique é o concelho que apresenta a variação negativa mais alta este trimestre (-1.1%).

A nível de arrendamento, Monchique, Faro e Lagos são os concelhos mais caros para arrendar um apartamento, com Castro Marim, Silves e Vila Real de Santo António a apresentarem os valores mais baixos.

Aljezur é o concelho que regista a variação positiva mais elevada, com um aumento de 11,49% e São Brás de Alportel apresenta a variação negativa mais alta, com uma quebra no preço médio de arrendamento de 18,18%.

Segmento Não Residencial

Neste segmento, destaque para o facto de o preço médio de venda de escritórios ter aumentado em Lisboa (5,08%), no Porto (2,3%) e ligeiramente em Faro (0,67%).

Os escritórios mais caros para venda são os de Lisboa, depois em Faro e, por fim, no Porto.

Relativamente ao stock de escritórios, os dados mostram que o número de escritórios aumentou nos três distritos analisados: em Lisboa, com um aumento de 8,27%, no Porto uma subida de 5,48%  e Faro com um crescimento de 3,51%.

 

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