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Quercus junta-se ao evento mundial de celebração e divulga resultados na conservação de espécies em perigo

Dia Internacional dos Abutres celebrado este sábado, 4 de Setembro, para sensibilizar sobre a importância destas espécies e alertar para risco de extinção

O Dia Internacional dos Abutres celebra-se anualmente no primeiro sábado de setembro. Nesta efeméride, por todo o mundo, comemora-se a importância da conservação destas aves, vitais para os ecossistemas, e alerta-se a sociedade para as sérias ameaças que as mesmas enfrentam.

A QUERCUS celebra este dia participando neste evento mundial com a libertação no PNTI – Parque Natural do Tejo Internacional de abutres recuperados no CERAS em Castelo Branco e fazendo o balanço da época de reprodução de 2021 de várias espécies de Abutres ameaçadas deste Parque Natural.

O Dia Internacional dos Abutres surgiu no âmbito da iniciativa “Vulture Awareness Days”, promovida pelo Birds of Prey Programme of the Endangered Wildlife Trust, na África do Sul, e pela Hawk Conservancy Trust, em Inglaterra, que decidiram trabalhar em conjunto para tornar esta ação num evento internacional e com abrangência global.

Atualmente, o Dia Internacional dos Abutres tem como objetivo sensibilizar a comunidade internacional para a conservação dos abutres e para a sua importância ecológica e destacar o trabalho fundamental desenvolvido por conservacionistas em todo o mundo em prol da preservação destas espécies.

As aves necrófagas são aquelas que têm a sua alimentação baseada em cadáveres de animais.

Estas espécies cumprem uma função essencial e contribuem para o equilíbrio dos vários ecossistemas, visto que, ao consumirem animais mortos, eliminam, de forma rápida e eficaz, as carcaças desses animais no campo, evitando, assim, a propagação de doenças contagiosas e assegurando o bom funcionamento da rede trófica na Natureza.

Abutre preto adulto

Abutres enfrentam várias ameaças

Dados  da Quercus provenientes de  vários projetos  de conservação e dos CRAS (Centros de Recuperação de Fauna)  recolhidos entre  1999 e 2019 , permitem concluir que  em 182 registos de mortalidade não natural das três espécies de abutres presentes em Portugal (Grifo, Abutre-preto e Abutre do Egipto)  as principais ameaças as aves necrófagas foram os envenenamentos (45%) seguida das electrocuções em postes elétricos de media tensão (20%) e a falta de alimento (12%), entre outras  como o tiro e  colisões com aerogeradores.

A Quercus tem vindo a trabalhar ativamente  para minimizar estas ameaças através do trabalho dos seus CRAS  e de vários projetos de conservação da biodiversidade  como o Projeto Linhas elétricas e Aves, o Programa Antidoto, ou o  SAANTI -Sistema de Alimentação de Aves Necrófagas do Tejo Internacional.

 Aumenta a população de abutre preto em Portugal

O abutre-preto (Aegypius monachus) é uma ave necrófaga ameaçada, classificada no nosso país como Criticamente em Perigo.

Deixou de nidificar em Portugal no início da década de 1970.

Só em 2010 esta espécie regressou como reprodutora ao nosso país no Tejo Internacional , nesse ano com 2 casais (atualmente  com 28 casais), no Douro Internacional (2 casais) e, desde 2015, no Alentejo, atualmente com 10 casais.

O PNTI alberga a maior colónia nidificante de abutre-preto em Portugal, a segunda maior população nacional de abutre do Egipto e de  grifo e diversas espécies de avifauna criticamente ameaçadas e de elevado valor biológico.

Este ano nidificaram 28 Casais de Abutre-preto no Tejo Internacional o que representa um aumento significativo da espécie em Portugal e que representa mais de  70% da população nacional da espécie.

Destes, três casais reproduziram-se em terrenos propriedade da Quercus, no Parque Natural do Tejo Internacional, um deles numa plataforma ninho artificial e os  outros dois em ninho natural.

Este época de reprodução voaram 14 crias de Abutre-preto.

O  Abutre-do-Egipto  (Neophron percnopterus) também ele uma espécie em perigo  nidificaram  17 casais.

O Grifo (Gyps fulvus)  a espécie mais comum de abutre  nidificou com 259 casais.

Estes trabalhos de monitorização enquadram-se no âmbito do Projeto “Investigação e monitorização de avifauna no PNTI”, ao abrigo do protocolo de colaboração assinado entre o ICNF, a Quercus e o Fundo Ambiental.

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