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Óbito/Sampaio: Arons de Carvalho relembra “pessoa de enorme integridade” com vida política “muito diversificada”

O fundador do PS Alberto Arons de Carvalho recordou hoje Jorge Sampaio como um “dos raros políticos portugueses” que teve uma vida política “muito diversificada”, destacando uma “pessoa de uma enorme integridade” e um “exemplo de honestidade”.

“Eu creio que Jorge Sampaio é um dos raros políticos portugueses que teve uma experiência e uma vida política muito relevante e diversificada. Ele não só teve um papel ativo importante na luta contra o regime antes do 25 de abril, como, mais tarde, exerceu cargos muito diversos, desde autarca, deputado, membro do Governo, dirigente partidário, Presidente da República. Não conheço na vida política portuguesa quem tenha tido uma experiência tão diversificada e tão rica”, refere Arons de Carvalho em declarações à Lusa.

O fundador do PS relembra também, em termos pessoais, uma “pessoa de uma enormidade integridade, um exemplo de honestidade, de vigor, um homem corajoso”.

“É uma pessoa que deixa saudades e é uma pessoa que não há no espaço público ninguém que o critique, é uma pessoa vista unanimemente como um cidadão que exerceu a sua vida cívica com grande integridade”, refere Arons de Carvalho.

No que se refere à marca que o ex-presidente irá deixar na história da democracia portuguesa, Arons de Carvalho salienta que Jorge Sampaio será relembrado pela “riqueza da sua experiência política” e pelo facto de ter assumido funções nos diferentes níveis políticos.

“Algumas pessoas assinalam que ele foi o precursor do entendimento à esquerda do Partido Socialista enquanto autarca. Isso é apenas um aspeto relevante, certamente, mas apenas um aspeto da sua vastíssima experiência política”, salienta.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu hoje aos 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

*LUSA

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