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Rui Chafes revela 12 esculturas recentes na exposição “Nada Existe” em Lisboa

Um total de 16 esculturas, 12 das quais recentes, de Rui Chafes, serão apresentadas na exposição “Nada existe”, que é inaugurada no sábado, na Galeria Filomena Soares, em Lisboa.

Contactada pela agência Lusa, fonte da galeria indicou que as esculturas foram realizadas entre 2020 e 2021, e, “nelas, continua a desenvolver-se a ideia da não distinção entre interior e exterior, assumindo que ambos possuem igual importância, e que são a mesma coisa”.

Nesta exposição do escultor Prémio Pessoa 2015, que ficará patente até 20 de novembro, com a exceção de duas peças suspensas do teto, e de outras quatro em prateleiras, as obras foram colocadas diretamente no solo, sem plinto ou qualquer tipo de base.

“O visitante é convidado a olhar para o chão, com a humildade de quem curva a cabeça para ver o que parece não merecer o nosso olhar. Silenciosas, talvez nos ajudem a lembrar que, por vezes, é necessário olhar para baixo para nos elevarmos”, indica um texto do artista sobre o recente trabalho.

Num segundo momento da exposição, apresentam-se na sala pintada de azul/cinzento quatro esculturas, datadas de 2017, que serviram de estudo para a obra “La Nuit”, realizada em 2018, que incluía a escultura em gesso “Le Nez”, de Alberto Giacometti.

Esse trabalho foi mostrado na exposição “Rui Chafes e Alberto Giacometti – Gris, Vide, Cris”, comissariada por Helena de Freitas, na Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, em 2018.

Galardoado em 2015 com o Prémio Pessoa, Rui Chafes nasceu em Lisboa e fez o curso de Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, entre 1984 e 1989.

Estudou na Kunstakademie Düsseldorf, de 1990 a 1992, com Gerhard Merz, e foi também galardoado com o Prémio de Escultura Robert-Jacobsen, na Alemanha, em 2004.

Em 1995, Rui Chafes representou Portugal, juntamente com José Pedro Croft e Pedro Cabrita Reis, na 46.ª Bienal de Arte de Veneza, e, em 2004, participou na 26.ª Bienal de S. Paulo, com um projeto conjunto com Vera Mantero.

Em 2013, foi um dos artistas internacionais convidados para expor no Pavilhão da República de Cuba, na 55.ª Bienal de Veneza.

O seu trabalho tem sido exposto em Portugal e no estrangeiro, desde meados dos anos de 1980. Em 2014, apresentou a exposição antológica “O peso do paraíso”, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A sua obra está representada em várias coleções europeias, como o Esbjerg Kunstmuseum, na Dinamarca, o Museum Folkwang Essen, na Alemanha, o Museu Nacional Reina Sofia, em Espanha, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, e Fundação de Serralves, em Portugal, o Museu de Arte Moderna, no Brasil, e o Centro Pompidou, em França.

Parte da sua atividade é dedicada à escrita e tradução, bem como à organização e publicação de livros que acompanham a sua obra escultórica.

*LUSA

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