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BE entende que o Governo podia ter travado o fecho da refinaria em Matosinhos

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, afirmou hoje que o Governo podia ter travado o encerramento da refinaria da Galp, em Matosinhos, e que o argumento climático usado como justificação “não faz sentido”.

Marcando presença num protesto de trabalhadores da refinaria, frente à Câmara Municipal de Matosinhos, no distrito do Porto, a bloquista, que não prestou declarações aos jornalistas, assumiu estar ali apenas a “manifestar solidariedade” àqueles que perderam o emprego e continuam a lutar.

Contudo, em conversa com o representante da Comissão de Trabalhadores, presenciada pelos jornalistas, Catarina Martins disse que o Governo podia “ter travado isto”, lembrando que o Estado é acionista da Galp.

“Não aceitamos que o que está a acontecer seja por causa da transição energética ou do clima, não é, porque a solução vai poluir mais e não poluir menos”, reforçou a coordenadora do BE.

Dizendo ao trabalhador que o BE não vai desistir “desta luta” da refinaria, Catarina Martins reforçou que o argumento climático usado como justificação para fechar o complexo petroquímico “não tem nenhum sentido”.

“Nós, no BE, temos defendido o tema da transição energética, mas para isso precisamos de mais trabalhadores e não de menos”, sustentou.

Durante a conversa, Catarina Martins referiu que o encerramento da refinaria significa “mais despedimentos, mais poluição e menos salários, o que é inaceitável”.

Durante esta manhã, cerca de uma centena de trabalhadores da refinaria da Galp manifestaram-se contra o “desrespeito e cinismo” das declarações do secretário-geral do PS, António Costa, sobre o encerramento deste complexo petroquímico, em abril.

No passado domingo, durante uma ação de campanha para as eleições autárquicas, em Matosinhos, António Costa, na qualidade de secretário-geral do PS, afirmou que “era difícil imaginar tanto disparate, tanta asneira, tanta insensibilidade” como a Galp demonstrou no encerramento da refinaria de Matosinhos, prometendo uma “lição exemplar” à empresa.

Estas declarações do líder socialista mereceram críticas por parte de toda a oposição, dos sindicatos e da Comissão de Trabalhadores (CT) da Petrogal.

A Galp desligou a última unidade de produção da refinaria de Matosinhos em 30 de abril, na sequência da decisão de concentrar as operações em Sines.

A petrolífera justificou a “decisão complexa” de encerramento da refinaria com base numa avaliação do contexto europeu e mundial da refinação, bem como nos desafios de sustentabilidade, a que se juntaram as características das instalações.

O encerramento da refinaria de Matosinhos, em abril, representa perdas de 5% do PIB em Matosinhos e de 1% na Área Metropolitana do Porto, segundo um estudo socioeconómico a que a Lusa teve acesso.

O estudo, encomendado pela Câmara Municipal de Matosinhos à Universidade do Porto para avaliar os impactos socioeconómicos do fecho do complexo petroquímico no concelho, traça um “cenário particularmente grave” para a região Norte e para o país, caso não seja dado qualquer destino àquela instalação industrial.

O Estado é um dos acionistas da Galp, com uma participação de 7%, através da Parpública.

*LUSA

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