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LIVRE reforça presença autárquica em noite de lições para a esquerda

Com os resultados apurados em 99,5% do território nacional, o panorama final destas eleições autárquicas está já definido.

Para o LIVRE, estas eleições tiveram uma mistura de grandes vitórias, bons resultados e outros aquém dos objetivos do partido.

O LIVRE partiu para estas eleições autárquicas coligado em quatro concelhos, com candidaturas próprias em 10 concelhos e em acordo coligatório em dois concelhos.

As candidaturas próprias apresentadas no Porto, Braga, Leiria, Barreiro, Peniche, Funchal, Figueira de Castelo Rodrigo e Sintra foram batalhas eleitorais que à partida se sabiam difíceis pela ainda fraca implantação autárquica do partido.

Ainda assim, em Sintra e numa importante freguesia, Algueirão-Mem Martins, o LIVRE elegeu um representante de freguesia, atingindo 6,55% dos votos.

Todos os outros resultados estão em linha com uma primeira candidatura autárquica.

Em Lisboa, o LIVRE, que continuou o acordo com o Partido Socialista e Movimentos de cidadãos “Cidadãos por Lisboa” e “Lisboa é Muita Gente”, numa coligação PS.L, alcançou a eleição de um vereador, uma deputada municipal e dois representantes em Assembleias de Freguesia.

Em Lisboa a coligação Mais Lisboa ficou em segundo lugar, perdendo a capital para a coligação de Direita, o que mais uma vez comprova a importância e a exigência de uma Convergência de Esquerda em concelhos onde a Esquerda é maioritária.

Olhando para os resultados eleitorais, constata-se facilmente que Lisboa continua a ser uma cidade de esquerda, mas agora governada pela direita.

O LIVRE soube dizer presente para combater as políticas neo-liberais e o obscurantismo em matérias de costumes e soube dialogar com o PS e com Fernando Medina para criar um programa e uma visão progressista para a cidade, que corrigisse as assimetrias que ainda existem.

Os outros partidos de Esquerda, esquecendo a eleição de 2001 e a imprevisibilidade eleitoral, natural em democracia, primaram pela ausência no momento da verdade.

BE e CDU elegeram vereadores ineficazes para uma governação de esquerda em Lisboa.

Será triste e preocupante caso não seja feita uma profunda reflexão no Bloco de Esquerda, na CDU e também no PAN.

A Direita ganha Lisboa sem ter tido uma subida expressiva, a Direita ganha Lisboa porque a Esquerda desistiu de lutar.

Em Felgueiras, a Coligação “Sim, acredita!”, LIVRE-PS, obteve uma vitória estrondosa ao ficar perto dos 70% de votação e viu a sua maioria reforçada, tanto na Câmara como na Assembleia Municipal, tendo o LIVRE sido essencial no cumprimento do programa eleitoral há quatro anos apresentado.

O LIVRE e o PS em convergência, conseguiram em Felgueiras trabalhar pelo Progresso e pela Justiça Ambiental e Social.

Em Oeiras, a Coligação “Evoluir Oeiras”, BE.L.VP, conseguiu eleger uma vereadora para a Câmara Municipal, a independente Carla Castelo, e obteve vários eleitos para a Assembleia Municipal, incluindo um do LIVRE, tal como para as Assembleias de Freguesia, tendo o LIVRE obtido também um destes mandatos, na União das Freguesias de Carnaxide e Queijas.

Em Oeiras a convergência LIVRE, Bloco, Volt e Independentes conseguiu esta histórica eleição de uma vereadora da esquerda verde.

Em Cascais a Coligação “Todos por Cascais” PS.PAN.L não conseguiu alcançar os seus objectivos ao confirmar-se uma maioria absoluta da coligação PSD/CDS e a eleição de um vereador de extrema-direita, o que vemos com grande preocupação.

Esta derrota da esquerda no seu conjunto demonstra, uma vez mais, a necessidade da criação de pontes e convergências, neste caso recusadas pelo Bloco de Esquerda e PCP.

No que diz respeito a acordos coligatórios, o PS, com elementos do LIVRE nas suas Listas, venceu Vila Real de Santo António, a autarquia com maior dívida do país e há anos em declínio visível.

Com esta grande vitória o LIVRE elegeu um dos seus membros para a Assembleia Municipal deste município.

Em Coimbra, o LIVRE integrou as listas dos Cidadãos por Coimbra que não obtiveram o resultado desejado ao falhar a eleição de um vereador.

Coimbra foi mais uma das Câmaras que caiu para a direita porque a esquerda, em particular o Partido Socialista, não soube renovar-se nos últimos anos e apresentar uma visão de progresso para a cidade.

O LIVRE reforçou a convergência com outras forças progressistas e ecologistas e reforçou a sua presença autárquica com a eleição de um Vereador, quatro deputados municipais e quatro representantes em Assembleias de Freguesia.

“Obrigado aos milhares de cidadãos que tornaram este resultado possível”, agradece o partido em comunicado.

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