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Conferência Hotel 4.0 Talks conclui que a transformação digital é fundamental no Turismo mas pessoas continuam em primeiro lugar

  • Iniciativa da AHRESP juntou em Coimbra protagonistas do setor do Turismo.

A progressiva transformação digital da atividade turística, nomeadamente da hoteleira, é verdadeiramente fundamental, mas os empresários não podem nunca esquecer-se de que as pessoas estão em primeiro lugar.

Esta foi uma das conclusões retiradas hoje da 2.ª edição da Conferência Hotel 4.0 Talks, iniciativa promovida em Coimbra pela AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, e que teve como tema a transição digital como fator de sustentabilidade no turismo.

A conferência teve lugar na loja Comur de Coimbra e contou com a participação de vários protagonistas do setor turístico.

Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, numa mensagem de boas-vindas aos presentes, destacou a necessidade de a discussão sobre a transição digital na atividade turística não esquecer a nova agenda da sustentabilidade. “Esta sustentabilidade tem para nós várias premissas. A primeira está relacionada, naturalmente, com o negócio da atividade do turismo e passa pela sua sustentabilidade económica. Mas a sustentabilidade tem também de ser cultural e social. Quando projetamos o mundo para 2050, percebemos que há alterações profundas que vão naturalmente surgir desta agenda da sustentabilidade”, sublinhou.

Dina Ramos, Roberto Antunes, Miguel Midões, Ana Paula Pais, Alberto Gradim e Luís Ferreira

Em conversa com o moderador da conferência, o jornalista Miguel Midões, Tiago Quaresma, vice-presidente da AHRESP e administrador do grupo O Valor do Tempo, considerou que o turismo é um protagonista da transformação digital. “O turismo, e a hotelaria em particular, são setores que, há muito, lideram esta transformação. Mas não podemos ver a tecnologia como um fim em si mesmo. A digitalização ajuda a simplificar as soluções, mas a digitalização não é desumanização: as pessoas serão sempre essenciais no processo. Com esta transformação, estamos a caminhar para um futuro em que as pessoas irão ocupar funções onde realmente acrescentam valor”, explicou o empresário.

A mesma mensagem esteve presente num painel de discussão e debate, que teve como tema “A Transição Digital Como Fator de Sustentabilidade no Turismo”.

O painel foi constituído por Luís Ferreira, CEO da Birds & Trees, Dina Ramos, Professora na Universidade de Aveiro, Alberto Gradim, Diretor Geral do Hotel Quinta das Lágrimas, Ana Paula Pais, Diretora Coordenadora da Rede Nacional de Escolas de Hotelaria e Roberto Antunes, Diretor Executivo do Centro de Inovação do Turismo.

Luís Ferreira começou por dizer que a transformação digital em curso e a recente pandemia alteraram o panorama geral.

“O mercado do turismo mudou. O mercado de 2021 não é o mesmo de 2019. Os turistas estão cada vez mais seletivos e autónomos. Hoje, três quartos do tempo da compra de uma viagem são usados sem contacto com empresas, pelo utilizador, sozinho. O turista está, muitas vezes, mais digitalizado que o hotel”, frisou.

Já Dina Ramos destacou que a transformação digital cria oportunidades nos territórios de baixa densidade.

“A tecnologia está hoje em todo o lado. Incluindo nas zonas de baixa densidade. Não é por acaso que estes territórios estão a ser escolhidos pelos novos nómadas digitais”, lembrou.

Mas a digitalização não pode ser um fim em si mesmo, voltou a recordar Roberto Antunes.

“Nem tudo precisa de ser digitalizado. É preciso conhecer o cliente e perceber o que ele quer que esteja digitalizado. A digitalização não deve estar à frente das necessidades, mas sim o contrário”, sublinhou.

Coube a Luís Araújo, Presidente do Turismo de Portugal, o encerramento da conferência.

Em jeito de resumo, o dirigente frisou que Portugal está bem colocado a nível de digitalização do setor turístico.

“Estamos bem posicionados, mas podemos melhorar e proporcionar melhores experiências aos turistas. O digital ajuda-nos a ter experiências fluidas, mas o digital não é o que nós queremos, mas sim o que os clientes querem. Por isso, a transição digital só faz sentido se as pessoas forem as suas beneficiárias”, concluiu.

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