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Porque o amor é forte como a morte – O Cântico dos Cânticos Paradigma Universal da Cultura Portuguesa

Colóquio na Biblioteca Nacional de Portugal | 17 / 18 nov. ’21 | 11h00 – 19h00 | Auditório |

“Porque o amor é forte como a morte – O Cântico dos Cânticos, Paradigma Universal da Cultura Portuguesa”, é o título do Colóquio que irá decorrer na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, nos dias 17 e 18 de novembro de 2021.

O Colóquio vem na sequência da Exposição “Beija-me com os Beijos da tua Boca – O Cântico dos Cânticos – Exposição Bibliográfica e Iconográfica”, que esteve patente nessa instituição, na sala museu, em 2020, tendo tido a sua primeira apresentação, em 2017, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco.

A imagem do Colóquio, patente no Cartaz que o divulga, é um original assinado por Álvaro Siza Vieira, expressamente realizado para a ocasião, a convite do seu Comissário.

A Exposição foi constituída por mais de uma centena de livros que pertencem à vasta coleção privada do poeta Gonçalo Salvado e representam a grande influência do Cântico dos Cânticos na poesia deste autor.

Nesta coleção privilegiaram-se as obras em língua portuguesa editadas em Portugal e no Brasil, algumas de grande raridade e inacessibilidade.

A mostra foi completada e enriquecida com peças do acervo da própria Biblioteca Nacional e de outras entidades do nosso País e pretendeu evocar a atmosfera e recriar o imaginário do Cântico dos Cânticos, reunindo as imagens mais emblemáticas que em Portugal lhe foram dedicadas.

Gonçalo Salvado, Comissário da exposição é o responsável em colaboração com a Biblioteca Nacional, igualmente pelo atual ciclo de conferências também ele dedicado ao célebre poema bíblico, nas suas palavras “considerado por muitos o mais belo poema de amor e erótico da humanidade e que marcou indelevelmente a cultura de expressão em língua portuguesa.”

O Ciclo de Conferências a par da exposição já realizada tem como principal objetivo clarificar a extraordinária influência que o Cântico dos Cânticos exerceu na cultura portuguesa desde o seu alvor, impondo-se, quer na sua vertente religiosa, quer na profana, como um dos seus mais férteis, inegáveis e reiterados paradigmas.

A Exposição e o Colóquio representam a antecâmara de um projeto que inclui a publicação de um livro/tese sobre a presença do Cântico dos Cânticos na galáxia da língua portuguesa e a realização de uma grande exposição internacional, resultantes de uma investigação desenvolvida durante cerca de uma década por Gonçalo Salvado e por Maria João Fernandes.

Nenhum poema ao longo do tempo despertou tanto fascínio e deu origem a tantas traduções e interpretações como o Cântico dos Cântico.

O seu poético e intenso lirismo permanece para a cultura portuguesa, uma fonte inesgotável de inspiração.

O Colóquio contempla a expressão do Cântico dos Cânticos numa perspetiva cronológica, em diversos domínios da cultura portuguesa, da literatura mística e religiosa, à literatura na sua vertente lírica, ao teatro, à música e às artes plásticas.

O primeiro dia (manhã) abre com a visualização do vídeo da Exposição realizado por Henrique Calvet com fundo musical do compositor Cândido Lima, da sua obra: Cantica-Cantica, seguindo-se as intervenções de José Augusto Martins Ramos:“O Cântico dos Cânticos Entre Escritas e Leituras”; de Eugénia Maria da Silva Abrantes Magalhães: “Delícias Eternas. A Erologia Mística à Luz do Cântico dos Cânticos”; de Gonçalo Salvado: “O Cântico dos Cânticos: Paradigma Universal da Cultura”. À tarde terão lugar as intervenção de Arnaldo Pinto Cardoso: “História do Cântico dos Cânticos em Portugal e Representações Artísticas do Cântico dos Cânticos em Portugal”; de Louise Thibaudeau, esposa do recentemente falecido historiador de arte Luís de Moura Sobral que lerá os apontamentos que este deixou com vista à sua intervenção no Colóquio: “O Pintor Bento Coelho da Silveira, um caso único no seu tempo: o primeiro pintor europeu “a ilustrar” passos do Cântico dos Cânticos; de Manuel Cândido Pimentel: “A Adoração de Leonardo Coimbra e o Cântico dos Cânticos” e de José Carlos Seabra Pereira: “Belkiss de Eugénio de Castro e o Cântico dos Cânticos. Influência do Cântico dos Cânticos na Poesia Portuguesa Finissecular”.

No segundo dia (manhã) e documentando a presença do Cântico dos Cânticos no teatro em Portugal, a atriz Maria Emília Castanheira lerá um excerto da peça Meia-Noite, de D. João da Câmara representada pela primeira vez no Teatro D. Amélia a 5 de janeiro de 1900.

Ainda com a presença de Maria Emília Castanheira acompanhada pelo ator Marques D’Arede seguir-se-á a leitura a duas vozes de excertos de Cântico dos Cânticos na tradução de José Tolentino de Mendonça que será o tema da comunicação de Pedro Mexia: “O Cântico dos Cânticos de José Tolentino de Mendonça”.

Seguir-se-ão as intervenções de Eugénia de Vasconcellos, autora da mais recente versão do Cântico do Cânticos entre nós publicada: “O Cântico dos Cânticos, Amor e Poesia, Caminhos para Regressar” e a de Vasco António da Cruz: “Do Cântico dos Cânticos ao Cântico de Herberto Helder: O Amor Como Movimento Sagrado”. 

À tardeo compositor Cândido Lima exemplificando a influência do Cântico dos Cânticos na música erudita Portuguesa apresentará as suas obras Cantica/Cantica-Cantica e Eré(ó)tica.

A preleção da compositora Isabel da Rocha versará “O Cântico dos Cânticos como fonte de possibilidades para a criação musical”, incluindo a visualização do vídeo (excerto) com a gravação das récitas “Song of Songs” que tiveram lugar na Igreja da Misericórdia do Porto numa organização da ESMAE.

Encerrará o Colóquio Maria João Fernandes, numa referência à obra em coautoria com Gonçalo Salvado e aos caminhos futuros da investigação que está na sua base: “A Chama Eterna O Cântico dos Cânticos, leitmotiv fundamental do lirismo português. Um livro tese e o projeto de uma Exposição Internacional”. 

Celebrando todo este evento será oferecido aos participantes o livro de poesia (em formato de livro/garrafa) Cântico dos Cânticos de Gonçalo Salvado, com ilustrações de Francisco Simões.

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