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CASTELO BRANCO: Jovem de 16 anos usa telemóvel para escrever livro

  • Bloco de Notas tem o prefácio de António Salvado
  • Jovem de 16 anos usa telemóvel para escrever livro

Afonso Carrega lança, aos 16 anos de idade, o seu primeiro livro de poesia.

“Bloco de Notas” foi escrito no telemóvel e começou a ser preparado durante o último confinamento, quando o aluno, então no 10º ano de escolaridade na Escola Secundária Nuno Álvares (Castelo Branco), realizou um trabalho para a disciplina de Português.

Com a chancela da RVJ Editores, “Bloco de Notas” tem o prefácio do poeta António Salvado, o posfácio de Maria de Lurdes Gouveia Barata, e a nota de abertura de João Ruivo.

Todos os poemas são acompanhados de ilustrações de Joaquim Picado e Florinda Baptista.

O livro será apresentado dia 17 de dezembro, pelas 17H30, na Biblioteca de Castelo Branco.

Afonso Carrega, hoje no 11º (na área de Economia), escreveu este seu primeiro livro a partir do telemóvel.

“É-me mais fácil. Quando tenho inspiração escrevo logo. Às vezes acontece quando saio de uma aula, ou numa outra situação”, explica enquanto lembra que as novas tecnologias estão muito presentes na sua vida.

“Aprecio estar na internet e todo o tipo de conhecimento. Gosto de música, de tecnologia e… de tudo o que um adolescente gosta”, acrescenta.

Neste seu primeiro trabalho literário, o jovem poeta coloca nos seus textos a ironia, o humor, o amor e os sentimentos.

“Os meus poemas resultam muito da inspiração, mas depois todos são trabalhados e melhorados”.

Afonso Carrega recorda que o livro começou a ser pensado depois de ter “mostrado aos meus pais os primeiros poemas. Eles gostaram.

Passado algum tempo mostrei-lhes mais alguns e foi então que o meu pai me referiu que se escrevesse mais um conjunto de poemas eles poderiam vir a ser publicados em livro, desde que tivessem qualidade”.

O aluno do 11º ano refere que quando se decidiu avançar com o livro, “pensei convidar António Salvado, um dos melhores poetas portugueses contemporâneos. É uma pessoa por quem tenho grande estima e admiração. Não sabia se ele iria aceitar, mas decidi fazer-lhe o convite. Em boa hora o fiz, pois ele escreveu um prefácio muito bom. Fiquei muito contente e feliz”.

Neste processo, Afonso Carrega destaca também o papel que a docente universitária Maria de Lurdes Gouveia Barata teve.

“A professora já me conhecia. Eu sabia que ela ajuda muitos autores no apuramento da sua escrita. O seu apoio e ensinamentos foram muito importantes, e estou-lhe muito agradecido, não só pelo trabalho que teve na produção deste  livro, mas também por ter aceite escrever o posfácio”.

Bloco de Notas é composto por 21 poemas, e todos eles têm uma pintura, na sua maioria de Joaquim Picado.

“Sabia que o professor pinta muito bem, já fez exposições e gosto muito dos seus quadros. Decidi convidá-lo, assim como à minha mãe que também cedeu algumas das suas pinturas”, esclarece.

O livro apresenta ainda uma nota de abertura de João Ruivo, docente universitário e diretor fundador do Ensino Magazine (publicação para a qual o jovem poeta escreve uma rubrica de jogos virtuais, desde os 11 anos) .

“O professor conhece-me desde que nasci. É um grande amigo do meu pai e tenho uma grande estima e amizade por ele. É um homem que admiro muito, muito culto, e entendi que o deveria convidar”, adianta.

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