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Um Livro sobre a Poesia de António Salvado

Da autoria do escritor Paulo Jorge Brito e Abreu, acaba de ser publicado o livro “António Salvado – da Poesia, ou Teurgia, como Taumaturgia”, no qual o seu autor, em longuíssimo texto, procura dimensionar os eixos que alicerçam uma obra tão vasta, como é a do poeta albicastrense, que vai da criação poética, ao ensaísmo (de variedade temática), à elaboração de antologia, à organização de edições de autores portugueses, à crítica, à tradução.

Em linguagem a exigir uma atenção muito constante, Brito e Abreu consegue estruturar linhas de prosa que, na diversidade, evidenciam também visível unidade criativa.

E, tendo em conta que o polo essencial a ser desvendado formaliza a criação poética, Brito e Abreu, em convergências e aproximações surpreendentes a autores de um passado remoto ou actuais, verticaliza abarcamentos temáticos existentes na obra de António Salvado de modo absolutamente cativantes.

Em boa escorreita prosa, e como que aprendendo o latejar tão plurívoco da poesia de António Salvado, Brito e Abreu tece assinaláveis registos respeitantes aos valores fonemáticos, morfo-sintácticos ou conotativos que expressivamente edificam o verso do poeta albicastrense.

Porque, e Brito e Abreu não o esquece, se António Salvado absorve tudo o que de perene existe na modernidade, o poeta em tudo poderá ser caracterizado como um neo-clássico, atraído pela mensagem dos criadores poéticos da longuíssima Antiguidade greco-latina ou do humanismo e classicismo do Século XVI (em particular Camões).

Livro intrigante, é verdade, este de Paulo Jorge Brito e Abreu, mas convenhamos que constituirá mais um exemplo de que a Hora de António Salvado está, finalmente, a chegar.

Ouçamos Brito e Abreu: “Um pouco por toda a obra de António Salvado, existem, louvados, dois temas e lemas: o preito à Santidade, o culto, caroal, da genialidade. Ou melhor: a cultura do campo aliada, aliada e ligada à cultura das Almas. E nunca de mais reiterar, ou repetir: realça e sublinha o nosso Poeta, a bondade beletrista, a Beleza e a Verdade. Que são, respectivamente, manifestações, ou missões, da religião, da arte, de uma augusta e robusta filosofia. Os três tópicos, e tropos se encontram, e contam, nos orbes e obras de São Paulo, de Orfeu e Teixeira Pascoaes. E temos dito, e esquadrinhado, que o Génio, portanto, é genuíno e generoso”.

Resumindo: nunca um título foi tão ajustado ao conteúdo da obra, porque a poesia de António Salvado espraia-se pela arte do maravilhoso, sendo em simultâneo agente de milagre por atrair atenções e por impressionar leitores.

 

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