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Florbela Espanca no Panteão Nacional: Poeta Gonçalo Salvado cria Petição Pública

No contexto do  Dia Internacional da Mulher, o poeta Gonçalo Salvado acaba de criar uma petição pública para a trasladação dos restos mortais da poetisa Florbela Espanca para o Panteão Nacional que, atualmente, se encontram no cemitério de Vila Viçosa, a sua terra natal.

Da petição consta que: “essa possível trasladação obedecerá a toda e qualquer elementar justiça, dado que Florbela Espanca, não sendo apenas considerada como a maior poeta da língua portuguesa e o cume cimeiro do feminino poético português,  impõe-se igualmente como um autêntico ícone e símbolo nacional, materializando em si, a Mulher Portuguesa Amorosa vocacionada para cantar, com a maior expressividade, a subtileza do universo amoroso.”

Para além do exposto, na petição Gonçalo Salvado salienta que: “o percurso de vida de Florbela Espanca a tornou uma pioneira e um alto exemplo imorredouro da afirmação dos direitos da mulher numa sociedade tradicionalmente liderada pelo masculino e ignorante do valor de palavras como Liberdade.”

A petição foi publicada no portal da Assembleia da República, no site “petições publicas online” e igualmente endereçada em carta as suas Excelências o Presidente da República, o Presidente da Assembleia da República e o Primeiro Ministro.

Nascida em Vila Viçosa em 1894  e falecida em Matosinhos em 1930, Florbela Espanca é, na caracterização lapidar do historiador da literatura António José Saraiva,“uma das mais notáveis personalidades líricas isoladas, pela intensidade de um transcendido erotismo feminino, sem precedentes entre nós, com tonalidades ora egotistas ora de uma sublimada abnegação reminiscente da de Soror Mariana, ora de uma expansão panteísta que se vai casar com a ardência da charneca natal.” (in António José Saraiva e Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa).

Também para a poetisa Maria Teresa Horta, Florbela Espanca “chega até nós através da linguagem amorosa extremada, ousada e íntima, dos anseios, do desejo feminino, como nenhuma outra escritora portuguesa o fizera antes.” (in Florbela Espanca: o Espólio de um Mito).

De referir que Gonçalo Salvado homenageou recentemente Florbela Espanca ao escolher um verso desta poetisa para titular a antologia poética de que é autor: O Teu Beijo Como Um Vinho – O Vinho na Poesia de Amor Feminina de Língua Portuguesa (Editora Lumen/Livaria Sá da Costa, Lisboa, 2021).

A antologia, a primeira publicada em Portugal sobre esta temática,  foi ilustrada com pinturas da artista Graça Morais e prefaciada por Maria João Fernandes tendo a sua apresentação decorrido com a presença da Ministra da Cultura Graça Fonseca.

 

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