21.7 C
Castelo Branco
Quarta-feira, Maio 25, 2022
No menu items!
InícioRegionalTeatro das Beiras estreia hoje “CORPSING” que fica em cena até 3...

Teatro das Beiras estreia hoje “CORPSING” que fica em cena até 3 de abril

“CORPSING”, de Peter Barnes é a 111ª produção do Teatro das Beiras e conta com encenação de Gil Salgueiro Nave.

Estreia hoje na Covilhã, no Auditório do Teatro das Beiras.

Estará em cena de 29 de março a 2 de abril (3ª a sábado), às 21h30 e no dia 3 de abril (domingo), às 16h.

Sobre “CORPSING”:

CORPSING (1996), é nome genérico do espectáculo que inclui um conjunto de quatro curtas peças num acto: O humor ajudaÀ espera de um autocarro; Exercícios de representação e Últimas cenas.

Um jogo meta-teatral ancorado no contraste dos opostos que simultaneamente combinam “o absurdamente trágico e o tragicamente absurdo”.

Peter Barnes (1931-2004), dramaturgo e guionista britânico, apresenta uma escrita especialmente caracterizada pelo seu estilo satírico e anti-naturalista.

A peça The Ruling Class (1968), que ele próprio adaptou ao cinema em 1972 com a participação de Peter O’Toole, foi um dos seus maiores êxitos como autor.

Admirador de Frank Wedekind, Ben Jonson e Georges Feydeau, Barnes construiu uma escrita original ainda que influenciada pelo teatro isabelino, farsas medievais, drama expressionista alemão ou commedia dell’arte.

A sua peça Red Noses (1985) foi distinguida com o Prémio Laurence Olivier entregue anualmente pela Society of London Theatre, prémio reconhecido internacionalmente como a maior distinção concedida no teatro britânico.

Escritor imaginativo e pouco ortodoxo, combinou sensibilidades dramáticas não convencionais com uma inteligência excêntrica numa mistura discreta com a sátira grotesca e corrosiva, criticando o Parlamento, a Igreja, a educação, o Império Britânico e, particularmente, as classes altas.

Prolífico escritor para teatro, cinema e televisão, trata de temas como a hipocrisia, a corrupção dos privilegiados e dos despóticos, com humor e referências literárias moldando os seus estilos teatrais que vão da tragédia ao teatro de cabaré.

Assumindo sempre uma postura crítica e contra a corrente, a estreia de uma peça de Barnes gerou sempre um acontecimento emocionante; todo o seu trabalho era marcado pela crença apaixonada na ideia de que uma piada, mesmo quando é apenas uma “diversão” da realidade, pode bem ser um instrumento de mudança.

Réplicas consistentes, ágeis e eficazes por detrás de uma abundante invenção com “empréstimos” de Shakespeare, Verdi, Irmãos Marx ou WC Fields, fazem parte do seu universo criativo.

Barnes acreditava no poder subversivo do riso. Ainda que não tenha sido considerado propriamente um dramaturgo em moda, algumas das suas peças foram, no entanto, produzidas pela Royal Shakespeare Company e pela Royal Court.

Nos últimos anos de vida, Barnes dedicou-se cada vez mais ao cinema, televisão e rádio.

Em 1993 foi nomeado para o Oscar de melhor argumento da Academy Award.

Ficha artística:

Autor: Peter Barnes

Tradução: Susana Gouveia

Encenação: Gil Salgueiro Nave

Cenografia, figurinos e cartaz: Luís Mouro

Canção e sonoplastia: Helder Filipe Gonçalves

Desenho de luz: Fernando Sena

Interpretação: Sílvia Morais, Tiago Moreira e Victor Santos

Operação de luz e som: Hâmbar de Sousa

Carpintaria: Ivo Cunha

Serralharia: Ângelo Figueira

Costureira: Sofia Craveiro

Produção: Celina Gonçalves

Fotografias e vídeo: Ovelha Eléctrica

Classificação etária: maiores 12 anos

Duração: 90 minutos

Preço bilhete: 6€ (desconto para estudantes, maiores 65 anos, profissionais das artes, sócios do Teatro das Beiras e da Casa do Pessoal do CHCB)

Reservas na Bilheteira do Teatro das Beiras (275 336 163) ou na Ticketline (www.ticketline.sapo.pt).

Leave a Reply

- Advertisment -

Most Popular

COMENTÁRIOS RECENTES

Paula Alexandra Farinha Pedroso on Elias Vaz lança livro sobre lendas e mitos de Monsanto
%d bloggers like this: