Uma atualização feita às 10:00 locais de hoje (11:00 em Lisboa) o CIVISA informa também que “todos os sismos registados até o momento evidenciam uma origem de natureza tectónica”.?

A atividade sísmica que se tem vindo a registar desde a tarde de 19 de março na parte central da ilha de São Jorge, no setor compreendido entre Velas e Fajã do Ouvidor, “continua acima do normal”, acrescenta o CIVISA.

Ao longo de segunda-feira, “a análise preliminar dos registos sísmicos permitiu contabilizar cerca de 399 eventos, mantendo-se a atividade sísmica estacionária relativamente ao dia anterior”, lê-se no comunicado publicado na página da Internet do CIVISA.

No seu comunicado, o CIVISA reitera que a medição de gases e temperatura no solo que vem sendo feito desde o início desta crise (a 19 de março), na área epicentral, “não resultou, até os dados, na identificação de qualquer anomalia”.

Os levantamentos de campo continuam “nos próximos dias”.

“Nenhum âmbito da monitorização geodésica, o CIVISA, em colaboração com outras entidades, está a reforçar a rede de observação baseada em estações GNSS e o proceder ao tratamento de imagens de satélite”, acrescenta.

Os dados existentes até os dados “corroboram como observações sismológicas ao indiciarem a existência de alguma deformação na área epicentral”, explica.

A informação disponível permite ainda “concluir que as estruturas tectónicas onde se desenvolveram as erupções históricas de 1580 e 1808, e a crise sismovulcânica de 1964, no Sistema Vulcânico Fissural de Manadas, foram reativadas, de admitir a ocorrência de uma intrusãomática mag em profundidade”.

O CIVISA repete hoje o alerta para “a possibilidade de ocorrência de sismos que podem atingir magnitudes mais elevadas do que as registadas até o momento, assim como para o perigo de ocorrência de derrocadas potenciadas pela atividade sísmica”.

“Existe uma possibilidade real de poder vir a registar uma erupção vulcânica, mas não há evidências de que tal esteja iminente”, assinala.

Desde o início da crise sismovulcânica na ilha de São Jorge, a 19 de março, o sismo de maior magnitude (3,8 na escala de Richter) ocorreu no dia 29 de março, às 21:56.

“Até o momento foram identificados cerca de 226 sismos sentidos pela população”, informa o CIVISA.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequeno (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0).-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (superior a 10).

A ilha mantém o nível de alerta vulcânico V4 (ameaça de erupção) de um total de sete, em que V0 significa “estado de repouso” e V6 “erupção em curso”.

*LUSA