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Ponto de Vista… por António Justo

Embaixadas Ucranianas transformas em agências de propaganda?

Fomento do divisionismo entre ucranianos e agitação contra o PCP

A embaixada Ucraniana discrimina os próprios cidadãos procurando distingui-los em ucranianos e russos quando a interculturalidade se encontrar na Ucrânia de mistura. Uns e outros são vítimas da violência e da guerra.

António Justo

Também em Portugal, a Embaixada Ucraniana está a revelar-se como divisionista, de espírito nacionalista pidesco ao avisar publicamente que há associações pró-russas como se o seu povo fosse homogéneo quando 20% dos cidadãos ucranianos são de tradição russa (dos 45 milhões de ucranianos 32 milhões tem ucraniano como língua materna). Será que quer perseguir os próprios cidadãos como era praxe na Ucrânia?…

Agora a associação do seu agrado “Associação de Refugiados Ucranianos (UAPT) vem dizer que não compreende a razão por que “as organizações não filtram as pessoas que trabalham” e, por outro, “como é que Portugal, um país democrático, continua a ter um partido como o PCP”. De lembrar que Selensky, no final de 2021 condecorou um dos líderes do batalhão neonazi Azov, e posteriormente proibiu a atividade de 11 partidos políticos, incluindo o maior partido da oposição, acusados de ser pró-russos.

A sua embaixatriz (Inna Ohnivets) em Portugal imiscui-se assuntos em administração interna como se deu no problemático caso de Setúbal e de uma associação de ucranianos afecta à Embaixada que vem reclamar que o PCP deveria ser ilegalizado como ilegalmente tinha o comunismo em 2014 aquando do derrube do governo de então e do começa da guerra civil.

Na manifestação do dia 25 de abril a embaixatriz alinhou ao lado do partido Iniciativa Liberal, mostrando-se partidário.

Dá a impressão que quer para Portugal como mesmas relações que reinam na sociedade na Ucrânia.

Uma batata quente melindrosa e por esclarecer será o envolvimento da embaixada no recrutamento de membros nazistas portugueses para o exército ucraniano!…

O espírito dos que agora atacam o PCP é o mesmo que antes atacavam o CDS e jubilaram quando este deixou de estar no AR.

A embaixatriz ucraniana parece ser do mesmo cariz do seu colega embaixador na Alemanha (Melnyk) que diz “Todos os russos são inimigos”. Não se pode compreender como gente surgida à sombra de oligarcas ucranianos, como foi o caso atual do atual presidente da Ucrânia, se arrogue o direito de atacar partidos da democracia portuguesa e de te lições…

Esta tática divisionista revela-se certamente como uma estratégia eficiente de polémica porque será bem acatada numa sociedade portuguesa demasiadamente virada para a discussão!

É preciso estar-se atentos para que representações diplomáticas e associações não se tornem em agências do nacionalismo seja de que tipo para (4).

*António da Cunha Duarte Justo
Texto completo e notas em Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7417

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