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Ana de Castro Osório – Homenagem em Alcains

Ermida de Santa Apolónia, 1 de junho, quarta-feira, das 18 às 20 horas

O Festival de Língua Portuguesa – A Língua Toda 2022 encerra em Alcains, no próximo dia 1 de junho, ao Ar Livre, na Ermida de Santa Apolónia, com uma homenagem simbólica a Ana de Castro Osório, musa de Camilo Pessanha e a criadora da primeira coleção de livros para crianças em Portugal.

Das 18 às 20 horas, o Festival propõe às crianças, sempre acompanhados pelos pais ou pelos avós; a Leitura do conto “O Homem de Pedra”, seguida de uma Oficina de Ilustração.

Enquanto as crianças praticam a sua expressão plástica a partir do conto; os adultos que as acompanham têm tempo para uma Conversa Aberta sobre Ana de Castro Osório, jornalista, escritora e editora, que nasceu em junho de 1872, em Mangualde.

Publicou em 1905 “Às Mulheres Portuguesas” o primeiro manifesto feminista português e foi uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.

Dedicou-se ao jornalismo desde muito jovem, dirigindo várias publicações, entre elas “A Mulher e a Criança”. Viveu no Brasil entre 1911 e 1916.

É considerada a criadora da Literatura Infantil em Portugal, tendo realizado uma extensa recolha de contos de tradição oral e publicado volumes de “Histórias para Crianças”, além de manuais escolares para o 1.º Ciclo.

Traduziu e publicou os contos dos Irmãos Grimm.

A Conversa Aberta para os adultos e a Oficina de “O Homem de Pedra” para as crianças dos 6 aos 9 anos, encerra o Festival A Língua Toda 2022 que teve como grande destaque a edição da antologia de 10 Autores de Língua Portuguesa “Poesia da Língua Toda” que foi apresentado em Coimbra, na Galeria Santa Clara, no dia 8 de maio, com dois autores e dois dos organizadores; e na Biblioteca Municipal de Castelo Branco, no dia 11 de maio; sessão que contou com a colaboração da Associação de Estudantes Guineenses do Instituto Politécnico, além das professoras Natividade Pires e Madalena Leitão, da Escola Superior de Educação, e de leitores-voluntários que leram poemas de autores de Angola, Moçambique, Portugal, Guine-Bissau e Brasil.

O cinema foi outro dos destaques do programa do Festival, numa parceria com o Cineclube Gardunha, na cidade do Fundão; que projectou este mês dois dos mais emblemáticos filmes da Língua Portuguesa: “O Bobo”, do português José Álvaro Morais (dia 18), na Moagem – Cidade das Artes; e “Terra em Transe”, do brasileiro Glauber Rocha (dia 25), na Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade, também no Fundão.

Um programa reduzido em 2022, devido a dificuldades económicas, mas que regressará em 2023, com um programa mais diversificado e completo; no qual a Alma Azul, criadora e produtora do Festival, já trabalha.

 

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