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Dois projetos da área da cultura coordenados pela Universidade de Coimbra recebem financiamento de 800 mil euros

São dois apoios diferentes, para entidades díspares e com objetivos distintos, mas ambos significam incentivos determinantes para a reconfiguração da promoção da cultura na cidade e na região.

A Universidade de Coimbra acaba de receber financiamentos de 800 mil euros, para a dinamização de atividades no Teatro Académico Gil Vicente e para a realização – em Portugal e além-fronteiras – de concertos que darão vida a alguns dos mais preciosos manuscritos de música antiga conservados na Biblioteca Geral – a partir do trabalho de investigação do projeto Mundos e Fundos, do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos.

“São dois projetos que vêm oferecer a oportunidade para se reconfigurar o ensino, a investigação e a formação nas artes na Universidade de Coimbra, em estreita relação com os agentes culturais da cidade e da região”, perspetiva o Vice-Reitor da UC para a Cultura e a Ciência Aberta, Delfim Leão.

O financiamento mais avultado, 600 mil euros, vem para o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), que foi contemplado com um apoio de 150 mil euros por ano, entre 2022 e 2025, no âmbito do Concurso de Apoio à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, lançado pela Direção-Geral das Artes.

Teatro Académico Gil Vicente

Este valor – que será acompanhado de um investimento idêntico por parte da Reitoria da UC (150 mil euros por ano, até 2025, num total de 600 mil euros) – vai permitir ao TAGV desenvolver um trabalho em outra escala e com outra qualidade nas áreas das residências artísticas, produção e coprodução de eventos e mediação de públicos.

“A nossa candidatura ao Concurso de Apoio à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses foi muito bem acolhida, ficando em primeiro lugar na sua categoria. Este é o reconhecimento de dez anos de trabalho de programação em continuidade, que posicionaram o TAGV num patamar nacional, com um efeito, uma atratividade e uma relação com o setor criativo e cultural muito mais consolidados”, sublinha o Diretor do Teatro, Fernando Matos Oliveira.

Noutro domínio, o projeto Bridging Musical Heritage: Shaping creativity today by reconnecting cultures from the past, liderado pela Universidade de Coimbra (através do projeto Mundos e Fundos, dedicado ao estudo do património musical nacional), foi um dos selecionados pelo Europa Criativa 2021, o competitivo programa da Comissão Europeia de apoio exclusivo aos setores cultural e criativo, para receber um apoio de 200 mil euros.

O projeto – que vai funcionar em redes com parceiros nacionais (O Bando de Surunyo, Capella Sanctae Crucis, Artway – Culture & Arts) e internacionais (Universidad de Valladolid, Conservatoire National Supérieure de Musique et Danse de Lyon, Festival de Musica Antigua de Úbeda y Baeza, La Danserye, Los Afectos Diversos), com um orçamento global de 240 mil euros e a duração de 28 meses – será quase exclusivamente dedicado à atividade criativa, com a realização de residências e concertos musicais.

“O sucesso desta candidatura é seguramente resultado da crescente consolidação da investigação e prática em artes, nomeadamente performativas, no espaço da Universidade de Coimbra. O nosso objetivo é reunir as melhores condições para dar corpo performativo ao muito repertório dos séculos XVI e XVII conservado na Biblioteca Geral da UC, tendo oportunidade para dar a conhecer internacionalmente este património musical e respetiva investigação (com a grande maioria das atividades a terem lugar fora de Portugal)”, aponta Paulo Estudante, investigador responsável pelo projeto Mundos e Fundos.

“Este financiamento é muito relevante porque reforça e dá visibilidade à investigação interdisciplinar na área da música e património, levando o projeto Mundos e Fundos  para um patamar internacional”, afirma a Vice-Reitora da UC para a Investigação e 3.º Ciclo, Cláudia Cavadas.

“Pela sua dimensão e pela forma como convocam o contributo de múltiplos agentes, estes projetos constituem dois pilares muito importantes para o processo de reforçar a articulação entre a produção, a formação laboratorial e a investigação em artes na UC”, conclui o Vice-Reitor Delfim Leão.

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