9 C
Castelo Branco
Segunda-feira, Junho 27, 2022
No menu items!
InícioNacionalPROENÇA-A-NOVA: BiodivSummit convida a encontrar soluções para desafios há muito identificados

PROENÇA-A-NOVA: BiodivSummit convida a encontrar soluções para desafios há muito identificados

O BiodivSummit voltou a cumprir o seu objetivo: a partir do tema principal, a biodiversidade, promover um reflexo que, nesta quarta edição, abarcou a transição digital e climática, o desenvolvimento sustentável e o desenvolvimento humano.

Realizado no Centro Ciência Viva da Floresta no Dia Internacional da Biodiversidade, que se assinala a 22 de maio, na sessão de abertura foi lida uma mensagem de António Guterres, Secretário-Geral da ONU, que sintetiza os desafios que se colocam à humanidade para alcançar um futuro sustentável para todos e alcançar a Visão 2050 de viver em com a natureza: “para salvar a indispensável e frágil riqueza natural do nosso planeta, todos precisam estar comprometidos, incluindo jovens e populações vulneráveis que mais dependem da natureza para a sua subsistência. Hoje, convido todos os a agir para construir um futuro compartilhado para toda a vida”.

Adicionalmente, os diversos participantes foram elencando outros desafios que se colocam à sociedade como as aldeias digitais, a solidariedade territorial, a mobilidade, a literacia digital ou a sustentabilidade, entre muitos outros.

“Voltámos a contar com um grupo excecional de palestrantes que muito contribuíram para o sucesso desta iniciativa”, sintetizou João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, referindo-se a que para ele é o principal desafio com que estes territórios estão a lidar. “É o de não extinr nosguirmos enquanto espécie e, dessa forma, desequilibrarmos a cadeia da biodiversidade”.

Considerando que todos os espectadores assistiram ao evento, que foram igualmente transmitidos nas redes sociais, saiu mais ricos, João Lobo alerta para a necessidade de haver a transmissão de conhecimento da sociedade para as famílias, de forma a haver mudanças concretas.

Também na sessão de abertura, José Tribolet, professor catedrático do Instituto Superior Técnico, apresentou o ser humano com um “complexíssimo, riquíssimo, fantástico sistema de processamento de informação e atuação”, uma espécie de robô biológico de carbono básico que utiliza os seus sentidos para captar a envolvente.

Nesta época de transição digital, pode ser utilizado ferramentas do mundo da engenharia para responder às questões complexas, por exemplo, “como é que nós podemos conciliar objetivos de desenvolvimento do território, de desenvolvimento humano e de criação de riqueza respeitando o meio ambiente?” É necessário mobilizar a humanidade para estes objetivos, a partir de modelos de mundo dinâmicos que permitem antecipar o futuro.

Nesta realidade virtual – adoação de metaverso – é possível criar os tais modelos dinâmicos dinâmicos contextualizados, que digam respeito a Proença-a-Nova, por exemplo, e que mostrem os possíveis cenários consoantes as atitudes individuais, para que os humanos percebam qual o cenário mais benéfico para o seu futuro.

O proencense Jorge Lopes, diretor de tecnologias da Brisa que apoiou na construção do programa do BiodivSummit, salientou a importância da definição dos problemas.

“Há uma expressão conhecida que diz que mais vale uma solução aproximada para um problema bem definido que uma solução excelente para um problema mal definido”.

Moderando o painel sobre “transição digital e climática”, que contornam com as presenças de Luísa Ribeiro Lopes, coordenadora geral Incode 2030, presidente do .PT, e de Luís Barroso, presidente da Mobi.e, Mobilidade Elétrica, salientou-se que mais da transição digital deve falar de transformação e de que a sustentabilidade muito mais aborda temas do que apenas o clima.

Também a adaptação à transição é chave para uma nova realidade assente num maior respeito pelo meio ambiente.

No segundo painel, Paula Guimarães, da The Navigator Company, moderou uma conversa dedicada ao desenvolvimento sustentável, com intervenções de Fátima Reis, Diretora Regional do ICNF, Carlos Marta, engenheiro agrónomo, e Paulo Ferreira, diretor da A23 Beira Interior.

A importância da biodiversidade e o que tem sido feito para a promoção; o desenvolvimento sustentável, o potencial do interior a este nível e a dificuldade de atrair novos residentes; e como acessibilidades como garantia da mobilidade estaram em cima da mesa.

Já no terceiro painel, moderado por Inês Cardoso, intervieram Pedro Barradas, presidente do ITS Portugal, e Joaquim Teixeira, da Fundação Champalimaud.

Nesse caso, foram abordados a biodiversidade e saúde, bem como a mobilidade digital, com as suas consequências para as comunidades, reforçando a noção de que o acesso às ferramentas de comunicação deve ser garantido a todos, de forma a não haver um país a duas velocidades e com dois tipos de cidadãos.

Para quem não teve oportunidade de ver em direto o IV BiodivSummit, pode aceder ao debate no Facebook e canal YouTube do Município.

A próxima edição deste evento regredirá a 22 de maio de 2023.

Leave a Reply

- Advertisment -

Most Popular

COMENTÁRIOS RECENTES

Paula Alexandra Farinha Pedroso on Elias Vaz lança livro sobre lendas e mitos de Monsanto
%d bloggers like this: