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Projeto Montanha Viva com candidatura aprovada ao programa PROMOVE

A UBI é líder do projeto dedicado à exploração económica das plantas de montanha.

O projeto Montanha Viva – Sistema Previsional Inteligente do Vigor de Plantas de Montanha e de Informação e Suporte à Decisão em Sustentabilidade Ambiental, liderado pela Universidade da Beira Interior (UBI), foi aprovado pelo programa PROMOVE – Promove o Futuro do Interior – Concurso 2022, promovido pela Fundação “la Caixa” e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), num apoio superior a 300 mil euros.

O projeto Montanha Viva tem como objetivo desenvolver um sistema de apoio à decisão, à operacionalidade inteligente e em tempo real na exploração económica das plantas de montanha, especialmente em localizações remotas (sem ligação à internet), com vista a estimular o aproveitamento económico de plantas existentes, o aumento da produção, a redução de consumo de recursos naturais, contribuindo para a promoção da biodiversidade e preservação da sustentabilidade ambiental, em particular, das plantas silvestres de montanha.

Partir-se-á da identificação e caracterização de plantas de montanha com características potenciadoras de mitigação natural de pragas e doenças em culturas agrícolas e com propriedades de aplicação em saúde e bem-estar, para a criação de um sistema de sensorização local e remota para análise do vigor das plantas, aliado a algoritmos de inteligência artificial para suporte à decisão na realização de atividades culturais em plantas existentes ou em novas explorações agroflorestais.

Adicionalmente, visa a consciencialização, capacitação e promoção do turismo sustentável de montanha, por via da biodiversidade local.

Este projeto é promovido pelo consórcio liderado pela Universidade da Beira Interior (UBI), do qual fazem parte o Município do Fundão, a Associação CBPBI – Centro de Biotecnologia de Plantas da Beira Interior, a SpaceWay Lda. e a Agência de Desenvolvimento Gardunha 21.

O projeto encontra-se sediado no Centro de I&D C-MAST – Centre for Mechanical Aerospace Science and Technologies, sendo investigador responsável o docente Pedro Dinis Gaspar, do Departamento de Engenharia Eletromecânica.

O projeto foi um dos vencedores no Programa Promove, altamente competitivo, o que demonstra a inovação, coerência e benefícios para o futuro do Interior que poderão ser induzidos pelo projeto.

No contexto de alterações climáticas em que atualmente se vive, a necessidade de tornar os territórios mais resilientes a catástrofes e ambientalmente sustentáveis assume um carácter de urgência e os territórios de montanha nas zonas raianas de Portugal e Espanha são exemplo disso, apresentando níveis de desertificação, natural e humana elevados e, simultaneamente, baixos níveis de aproveitamento dos seus recursos naturais.

Os parceiros do projeto Montanha Viva, dentro das suas missões, irão desenvolver este projeto de forma a contribuir para o desenvolvimento sustentável dos seus territórios, alicerçado em cinco atividades: (1) identificação de plantas silvestres de montanha com aplicações na mitigação de culturas agrícolas e de aplicações em saúde e bem-estar, destinadas à criação de novos negócios associados à cultura destas plantas silvestres com objetivos comerciais; (2) A conservação dos ecossistemas e desenvolvimento social e económico através de parcerias e partilha de benefícios; (3) adaptação/desenvolvimento de sistemas de monitorização de parâmetros ambientais e do solo e até das próprias plantas, com capacidade de comunicação e autonomia energética, adequados a zonas remotas; (4) desenvolvimento de um sistema previsional do vigor das plantas, com base dos dados adquiridos pelo sistema de monitorização, com os dados de deteção remota, e com dados decorrentes do processamento de imagem do crescimento das folhas das plantas.

A integração dos dados permitirá, por via de algoritmo de inteligência artificial, fornecer indicações de apoio à decisão da realização das atividades culturais ao produtor das plantas silvestres, com o intuito de reduzir o consumo de recursos naturais, tornar a plantação mais resiliente às alterações climáticas, e promover a sustentabilidade ambiental pela redução da aplicação de produtos agroquímicos destinados à fertilização e à mitigação de pragas e doenças; (5) criação de conteúdos para mesas interpretativas e informativas digitais colocadas ao longo de percursos pedonais, que permitam acompanhar e fornecer informações acerca de plantas silvestres de montanha, os seus benefícios, as suas aplicações, e outros dados etnobotânicos.

Visa esta abordagem promover novos negócios relacionados ao turismo de montanha, com uma vertente associada à natureza e à sustentabilidade.

A abordagem proposta pelo projeto Montanha Viva pretende promover o uso sustentável da biodiversidade vegetal e salvaguardar as comunidades locais.

Ao criar mecanismos, conhecimento e tecnologia, com suporte científico e tecnológico, para o aproveitamento das plantas silvestres existentes e valorização da biodiversidade local para benefício da natureza e da sustentabilidade dos territórios, também interligada ao turismo de montanha, este projeto irá potenciar o crescimento da economia local e a melhoria das condições de vida das populações.

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