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Terça-feira, Agosto 16, 2022
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CICS-UBI desenvolve estudo sobre terapêutica para o glioblastoma

Uma equipe de investigadores, liderada por Cecília Santos, analisa o potencial terapêutico de um recetor celular.

Uma investigação que está a ser desenvolvida na Universidade da Beira Interior (UBI) procura encontrar novas abordagens terapêuticas para o glioblastoma (GBM), um tumor que surge na medula ção ou no cérebro, afetando o Sistema Nervoso Central.

O estudo, liderado por Cecília Santos, do Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS-UBI), conta ainda com os contribuintes de elementos da mesma Unidade, Isabel Gonçalves, José Cascalheira e Sílvia Socorro.

Com a designação de “Investigação sobre o papel do recetor glicosensor T1R3 nas características do glioblastoma (STARvE)”, o trabalho tem um carácter pioneiro por estudar pela primeira vez na biologia do cancro o recetor T1R3, existente em células de vários órgãos do corpo humano, avaliando in vitro o seu potencial como alvo terapêutico para o tratamento do GBM.

“O projeto tem um potencial forte ao nível da transferência de conhecimento, pois estamos diante da identificação de um alvo terapêutico potencial para um tipo de cancro do cérebro ainda sem cura. Além disso, o projeto permite avanços significativos no conhecimento atual sobre neuro-oncologia e onco-metabolismo”, explica a investigadora principal, Cecília Santos.

De acordo com a investigadora do CICS-UBI, espera-se que a STARVE “consolide dados preliminares obtidos com linhas celulares de glioblastoma, que a inibição deste recetor reduz o número de células proliferativas e a sua migração, através da análise de um número maior de linhas celulares e amostras humanas de tumores”.

O trabalho espera também elucidar os mecanismos que fazem com que a inibição deste recetor reduza a proliferação e migração das células.

Será avaliado o envolvimento deste recetor na regulação de outras características destas células que determinam a sua forte capacidade invasiva, como a angiogénese, resistência à apoptose e invasão, e a reprogramação metabólica.

A importância do STARvE valeu a Cecília Santos uma Bolsa de Investigação em Oncologia Dr. Rocha Alves, no valor de 10.000 euros, atribuída pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (Núcleo da Região Centro). Tem a duração de um ano, terminando em 2023.

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