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PROENÇA-A-NOVA: Peças artísticas da Rota Esporo já estão disponíveis para visitação

São quatro as novas peças que integram o Roteiro das Artes do Concelho de Proença-a-Nova que já podem ser visitadas nos seus locais de implementação, nomeadamente no Miradouro das Corgas, no Cabeço dos Três Marcos, no Padrão, junto ao Rio Ocreza, e na antiga ponte sobre a Ribeira do Vale de Água, entre as aldeias de Pergulho e Vale de Água.

Estes novos pontos de interesse artístico foram implementados no âmbito do projeto Esporo – de disseminação cultural e artística promovido pelos municípios de Figueiró dos Vinhos, Ansião e Proença-a-Nova, de acesso livre e que se baseia na conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património natural e cultural.

“A Rota Esporo vem enriquecer o Roteiro das Artes do Município que tem vindo a ser elaborado ao longo dos últimos anos em espaços públicos – e outros menos prováveis– do concelho com o objetivo de criar renovados motivos de interesse e de visita a Proença-a-Nova e aos restantes municípios parceiros. Através da expressão artística estamos a deixar uma marca diferenciada no território que traduz uma nova visão, motivando a atratividade e, em parceria com os artistas, mostrar locais de inconfundível beleza. Com estas quatro novas peças, esse objetivo foi amplamente conseguido e convido todos a visitarem estas quatro intervenções e as restantes que se encontram em vários locais do concelho, realizando o Roteiro das Artes”, considera João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova.

Os moldes da apresentação da Rota, que incluíam a visita a cada uma das peças e realização de performance ou concerto, tiveram de ser alterados considerando o estado de contingência e a consequente proibição de atividades em zona florestal: nesse sentido, foram concentrados no Parque Urbano Comendador João Martins, em Proença-a-Nova, onde se realizaram as performances Carmim, de Joana Martins, e Rizoma, de Rita Carmo Martins; e os concertos com João Barradas, Arianna Casellas e Bia Maria.

Quanto às peças, Pedro Gramaxo é o autor de “Graça III”, instalada no Cabeço dos Três Marcos (39.86657º, -7.85034º): “assumindo como fundamental a importância de conexão com a natureza e com o conceito mitológico de florescimento e beleza, as obras desenvolvidas materializam-se como um exercício contemporâneo do imaginário do artista que partiu das “Três Graças”; procurando uma estética de divindade, as obras “vestem” um véu semitransparente através de uma chapa metálica perfurada branca, que permite aos mais curiosos a compreensão da sua estrutura, como se do seu “nú” se tratasse”.

±MAISMENOS± é o autor das peças do Miradouro das Corgas (39.7951779º, -7.8952552º) que intitulou “A Lenda”: “No miradouro das Corgas, o mundo da física moderna impõe-se ao mundo físico milenar, pontuando a paisagem em gestos constantes e ininterruptos que desenham outras, tão atuais, ambiguidades. Lá em cima, no caminho que se desenha e se descobre, na deslocação de uma lenda (ou de uma poesia: narrativa ou lirismo abandonado à imaginação de quem deriva) sinalizam-se forças opostas mais ou menos naturais. São feitas de contrariedades, mas existem, como o gato do outro, vivendo (e morrendo) ao mesmo tempo”.

No Padrão, o Colectivo Til apresenta “O Regolfo” (39.60455, -7.81157): “durante 9 dias, a viver e trabalhar na Associação Cultural, Recreativa e Desportiva do Padrão, o Colectivo Til conheceu de perto esta aldeia, entrando em modo de parceria com os seus habitantes. A partir das intenções pré-existentes dos moradores, a obra proposta pelo Colectivo foram duas plataformas flutuantes, ambas espaços de estar sobre a água e ambas feitas de materiais recuperados dos armazéns da Câmara de Proença-a-Nova, mas distintas na sua presença e na sua forma e sugestão de relação com o rio”.

Os espanhóis SAWU foram responsáveis pela peça “Coroa” que nasceu na antiga ponte do Barrão, na Ribeira do Vale de Água, entre as localidades de Vale de Água e Pergulho (39.68507, -7.90816): “Casas que se abrem como demonstração de solidariedade. Uma ponte que se construiu para facilitar a passagem e o encontro. Celebrações conjuntas ou recursos e estratégias compartilhados são exemplos que definem uma comunidade unida (…) “Coroa” é uma homenagem a esta comunidade, destacando o elemento que melhor a representa, a ponte que encontramos a meio caminho entre as duas aldeias. “Coroa” abraça a ponte como símbolo de celebração e, tal como uma coroa, a sua forma e marcante paleta colorida, conferem-lhe a visibilidade e a relevância que este local singular e memorável merece”.

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