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Terça-feira, Agosto 16, 2022
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UBI avalia condições de vida em quatro concelhos da Cova da Beira

O estudo pretende identificar o parque habitacional disponível e infraestruturas que contribuem para a qualidade de vida nos municípios de Belmonte, Covilhã, Fundão e Manteigas. Este trabalho será feito em colaboração com os municípios.

A Universidade da Beira Interior (UBI) vai iniciar o estudo do parque habitacional e das infraestruturas de apoio à população, em três municípios dos distritos de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão) e da Guarda (Manteigas).

O “Levantamento das Infraestruturas-Base da BEIRAVALLEY”, que deverá ter resultados nos próximos meses, faz parte do Memorando de Entendimento assinado entre a UBI e as quatro autarquias.

As conclusões irão contribuir para apoiar esses municípios nas ações e estratégias de resposta à necessidade de atração de empresas de base tecnológica, em especial, a já decidida instalação, em Belmonte, da WIT Software.

O estudo será coordenado pela docente do Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura (Faculdade de Engenharia), Ana Virtudes. “O objetivo é fazer o levantamento da habitação, porque os profissionais da WIT terão de fixar-se pelos quatro municípios. Vamos identificar onde estão as habitações, a sua tipologia, os padrões de qualidade, o conforto e a habitabilidade”, explica a coordenadora que trabalhará em conjunto com elementos das Câmaras Municipais envolvidas.

Além destas características, há outras estruturas e serviços a ter em conta. “As pessoas, para se fixarem numa região, querem também uma oferta científica, cultural, educacional, de mobilidade e acessibilidades”, acrescenta Ana Virtudes.

Todos estes aspetos podem existir noutras zonas do País, mas, de acordo com a docente da UBI, a Cova da Beira apresenta vantagens que merecem ser indicadas naquilo que pode ser um portfolio da região: “Temos algo ótimo, que é a qualidade de vida, a paisagem e o contacto com a natureza, por via da proximidade com a Serra da Estrela”.

Estes são alguns dos argumentos que podem trazer investimento para a região e que, de acordo com as intervenções dos participantes na assinatura do Memorando, devem ser aproveitadas para atrair profissionais e investimento inovador para esta parte do Interior do País.

Durante a cerimónia, que teve lugar no dia 15 de julho, Mário Raposo, Reitor da UBI, e os presidentes das câmaras do Fundão (Paulo Fernandes) e Covilhã (Vítor Pereira), e os vice-presidentes das autarquias de Belmonte (Paulo Borralhinho) e Manteigas (Sérgio Marcelo), convergiram na ideia da importância do trabalho em rede para atrair investimento nas áreas tecnológicas e beneficiar de uma instituição científica como a UBI, para alcançar mais inovação e, por consequência, maior desenvolvimento.

O Reitor da UBI manifestou total disponibilidade para a cooperação de uma universidade que é para o mundo, mas que nunca esquece a sua forte matriz regional.

“Temos este ADN connosco desde o início, que é a forte ligação à nossa região e ao seu desenvolvimento. É para isto que trabalhamos com os atores regionais, para alavancar o desenvolvimento desta zona”, salienta Mário Raposo.

“Temos capacidade de desenvolvermos competências e formação”, referiu, lembrando que há projetos que “dinamizaram bastante a investigação” em áreas que permitem às empresas desenvolverem-se e melhorarem as suas capacidades competitivas, através da inovação”, como foi o caso do C4 – Cloud Computing.

Presente na assinatura do Memorando de Entendimento, o vice-presidente da Comissão de Coordenação Desenvolvimento Regional do Centro, Anselmo Castro, recebeu o elogio do Reitor e autarcas, por ter sido o catalisador do trabalho que vai ser feito.

Interveio para lembrar o que cada um dos municípios tem feito para se desenvolver e reconheceu a importância do “Levantamento”, que é “mais do que um estudo”, e “esse mais”, depende da “cooperação e cumplicidade das câmaras”.

“A primeira coisa é identificar as casas que estão disponíveis, mas, depois, é preciso pensar que políticas é que os municípios querem desenvolver e, preferencialmente, fazerem-no em conjunto para terem mais força”, concluiu.

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