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Terça-feira, Agosto 16, 2022
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IPG cria penso inteligente para controlar feridas crónicas

“Smartwound” é um penso inteligente pensado para controlar o tratamento de feridas crónicas. O projeto, desenvolvido por uma equipa do IPG, venceu a etapa regional do Concurso Poliempreende e será apresentado, em setembro, na fase nacional do mesmo.

O Instituto Politécnico da Guarda – IPG desenvolveu um penso inteligente com o objetivo de controlar o tratamento de feridas crónicas em ambiente hospitalar.

O projeto “Smartwound”– que venceu a fase regional da 18ª edição do concurso de empreendedorismo Poliempreende – pretende facilitar o trabalho dos profissionais de saúde e garantir aos utentes um tratamento mais cuidado e controlado.

Este penso está equipado com um biomarcador que permite detetar as variações de pH no leito da ferida através da mudança de cor.

Durante a apresentação

Assim, quando existe a presença de exsudado e/ou microrganismos, característico do processo inflamatório/infecioso, o valor de pH altera e o penso muda de cor, alertando assim os profissionais de saúde para a necessidade de substituir o dispositivo.

Este dispositivo médico visa combater a “problemática associada ao tratamento de feridas crónicas em unidades hospitalares e à dificuldade de saber o momento certo para substituir os pensos dos pacientes”, afirma Teresa Paiva, professora no IPG e coordenadora do projeto. “É uma ideia simples, mas muito inovadora e eficaz. É o exemplo de como podemos transformar investigação em inovação, através de produtos e serviços com valor prático para a sociedade”.

Para além das vantagens que este novo penso proporcionará aos doentes e aos profissionais de saúde, a participação no concurso Poliempreende é também benéfica para os alunos.

“Iniciativas como esta incentivam a criação de novas ideias e impulsionam o espírito crítico dos nossos estudantes, atributos que são cada vez mais valorizados no mercado de trabalho”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG.

“O IPG tem participado, ano após ano, no Poliempreende devido ao empenho dos docentes e dos mentores empresários da região, que conhecem bem as necessidades do mercado”.

O projeto foi pensado e concretizado pelos estudantes do IPG Ana Nunes, Catarina Dias e Guilherme Alves e pelas professoras Carla Castro e Sónia Miguel.

“Houve a preocupação de reunir uma equipa multidisciplinar para desenvolver o penso inteligente. Fazem parte do projeto alunos das licenciaturas de Biotecnologia Medicinal e de Engenharia Informática, com conhecimentos bastante distintos, mas que se complementaram muito bem”, afirma Carla Castro, uma das professoras que integra o Smartwound.

O “Smartwound” venceu a fase regional da 18.ª edição do Poliempreende e será apresentado na etapa nacional, que irá decorrer durante a segunda semana de setembro, em Beja.

 

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