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Investigação da Universidade de Coimbra que pretende desvendar impacto do envelhecimento no cérebro procura voluntários

Uma equipe de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) é o conduzir um estudo que pretende desvendar os processos cerebrais que explicam as mudanças no processo de tomada de decisão associada ao envelhecimento.

A investigação pode contribuir para um conhecimento mais detalhado do declínio cognitivo associado à idade, assim como para o desvendar dos mecanismos que levam ao desenvolvimento de doenças cerebrais degenerativas como a doença de Alzheimer.

A manifestação de interesse para participar da investigação pode decorrer até a final de 2022.

Os investigadores procuram voluntários da região de Coimbra, com idades compreendidas entre os 20 e os 30 anos e entre os 50 e os 70 anos.

Sobre o processo de participação no estudo, a coordenadora, Maria Ribeiro, investigadora da Faculdade de Medicina (FMUC) e do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra, explicam que “as alterações são associadas à tomada de decisão localizada são imagens usando imagens cerebrais adquiridas por ressonância magnética, que permitem estudar a estrutura e função do cérebro de forma não-invasiva».

Esta investigação pretende desvendar os processos cerebrais que explicam as mudanças na tomada de decisão associada ao envelhecimento.

A investigadora da UC explica que “no dia a dia, somos constantemente encarados com a necessidade de tomarmos decisões. No entanto, o modo pelo qual ajustamos este processo ao contexto é afetado pelo envelhecimento”.

Maria Ribeiro salienta ainda que “em particular, o envelhecimento afeta a maneira como a incerteza modula a tomada de decisão, levando a défices que podem ter consequências trágicas, como quando, por exemplo, o indivíduo, ao decidir atravessar a rua, não tem em consideração a incerteza associada à sua decisão.”.

São fatores de exclusividade à participação no estudo historial de doença neurológica ou psiquiátrica, traumatismo craniano ou consumo atual de substâncias psicoativas (como por exemplo, ansiolíticos, antidepressivos, antipsicóticos ou betabloqueadores).

O registo para participação e a solicitação de esclarecimentos podem ser feitos através dos contatos 915 234 593 ou mjribeiro@fmed.uc.pt, como também através do local https://voluntarios.cibit.uc.pt/.

Este estudo conta também com o envolvimento do investigador da FMUC e do CIBIT/ICNAS, Miguel Castelo-Branco, e é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

*Foto: LUSA

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