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Ponto de Vista… por António Justo

SEQUELA DE ELITES CRIADORAS DE INSPIRAÇÕES SUBMISSAS

A Emoção social instrumentalizada é a substituir a Razão e o senso crítico

As democracias estão a ser desmioladas devido à prepotência de grandes poderios e falham por ser obrigado a orientar-se por princípios imediatos que quanto reduzem, cada vez mais, ao papel de reagentes e não agentes. Esta situação torna-se evidente ao constatarmos como os interesses dos EUA e da Rússia utilizam a Ucrânia e condicionam os governantes da Europa a reagirem de forma prejudicarem substancialmente a vida das populações que ficam longe e a contribuinteem para a divisão do mundo e dos povos. Os governantes europeus que foram eleitos para defender os interesses do povo que o elegeu atraiçoam os eleitores e a democracia dado os seus interesses de elites estão conectados às elites das grandes potências que são contrários a uma política do bem-comum; reduziu a sua governação aos negócios miúdos da aclimatada população…

António Justo

Destrói-se a personalidade consciente pessoal e cria-se uma personalidade inconsciente colectiva que interioriza o pensamento politicamente correto e do mainstream! A consciência individual é substituída por ideias comuns e ideologias criadas por “pais incógnitos” e dirigidas a um anonimato, tornado democraticamente. Como elites a dominar radicalmente não apenas a pessoa como grupos e nações criam acontecimentos e sugerem contínuos planos que obrigam a sociedade a ter de andar sempre atrás do acontecimento ritualizado e celebrado insistentemente nos meios de comunicação social; por outro lado como estratégia de autodefesa criam impulsos sociais e ideias que destroem as ligações pessoais (fomento do egocentrismo) grupos como família, região ou nação para os poderem anonimizar e assim tornar massa manobrável (pessoa organizada tem poder e força e não se deixar facilmente manipular pelo poder, por isso há todo o interesse em desvinculá-la reduzindo-a mero indivíduo)…

assim, conseguem indiretamente democratizar processos autoritários e manipuladores e dando a impressão de estar a dar resposta à vontade popular …

A consciência pessoal-individual é substituída pelo sentimento gratificante de pertença ao caudal do mainstream. Cria-se assim uma iadaidade grupal que tem um efeito de massas semelhante ao criado no estádio de futebol que envelhece como um todo psicológico inconsciente movido e até exaltado…

mesmo em sociedades consideradas avançadas como a europeia, as pessoas são levadas pela emoção e por um ditado colectivo que no fim se revelará como servidor de quem tem intenções antidemocráticas. A democracia se continuar a ser minada desta maneira deixa de ser e, o que é mais sínico e estanque, deixa de ser mediante um processo democrático…

As democracias ocidentais não são bem vistas quer pelo socialismo ideológico quer pelo turbo-capitalismo que apostam no dirigível anónimo. Uma inconsciência colectiva passa a substituir a consciência individual e a servir, este modo, os inimigos da democracia. Uma inconsciência colectiva substitui a consciência individual e serve este modo os inimigos da democracia…

A democracia estava mais adequada e bem guardada nos Estados-nação porque com a política democrática, como injustiças nos Estados-nação poderia ser fundamentalmente eliminada…

Fato é que a ideia nacionalista que nos regia é passar para ideia imperialista de grandes conglomerados. A nossa tradição imperialista com a ideia de que outros povos são inferiores e ignorantes está agora a moldar o nosso comportamento…

Assim se continua a legitimar as lutas pelo poder entre nações e blocos de nações…

Nas sociedades europeias antigas, as elites políticas, culturais e económicas juntavam a crença à razão, o que as ajudava a manter um certo equilíbrio e um real espírito crítico. Hoje a emocionalização social dirigida torna-se tão forte e tão potente que desacredita qualquer tentativa crítica e de bom senso. Hoje a emocionalização social torna-se tão vigorosa e tão potente que desacredita qualquer tentativa crítica e de bom senso…

Deste modo estamos na iminência de criar uma democracia fantasiosa…

Isso leva ao seguidismo (do “Maria vai com as outras”) e ao consequente calor das massas (opinião pública republicada) ….

Querem-se posições radicais que não permitam interpretações. A insegurança é tal que para se sentir seguro basta encostar-se a qualquer palha que sirva de âncora…

Fomentam-se ídolos e inimigos catalisadores das emoções públicas que vão engrossar o caudal das massas que fornecem energia a outros moinhos que não os próprios…

*António da Cunha Duarte Justo – Teólogo e Pedagogo

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