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Importância do Turismo para o crescimento económico foi o destaque da abertura do Congresso da AHRESP

  • Ministro António Costa e Silva considera que o Turismo é um exemplo para os outros setores da economia.

O Ministro da Economia, António Costa e Silva, destacou hoje a importância do Turismo para o crescimento econômico em Portugal, que este ano deveria ter “o crescimento maior da União Europeia”.

“Tal deve-se em primeiro lugar ao turismo”, disse o governante na sessão de abertura do Congresso da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, que decorre durante dois dias no Convento de São Francisco, em Coimbra.

“O Turismo é um setor extraordinário, que foi profundamente afetado pela pandemia”, mas que deu em 2022 “uma resposta extremamente positiva”, acrescentou o ministro.

É um setor que “pode ser um dos motores fulcrais do desenvolvimento do país”, pelo que “precisamos de usar o exemplo do Turismo para formatar e desenvolver todos os outros setores da economia”, disse ainda António Costa e Silva.

O tema do congresso da AHRESP, que reúne mais de 60 oradores em duas sessões plenárias e 12 se paralelas, é “Sustentabilidade, utopia ou sobrevivência?”.

Também se apresenta na sessão de abertura do congresso, Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, de que este Congresso se reveste “da maior importância, face ao momento que estamos a viver”, e disse esperar que o encontro responda às algumas questões da maior importância, nomeadamente como “retomar o crescimento no setor”, como “adaptar a atividade às alterações climáticas sem travar o crescimento” e “de que forma o turismo contribui para a coesão e a aa mobilidade social no contexto de um mais forte solidariedade interna”.

“A questão central e estratégica deste Congresso, do meu ponto de vista, é como a sustentabilidade vai mudar o mundo e como é vai impactar os negócios”, acrescentou Pedro Machado.

Na abertura dos trabalhos intervieram também Carlos Moura, Presidente da Direção da AHRESP, e Francisco Veiga, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, fez uma mensagem gravada em que felicitou os congressistas.

Sessões paralelas abriram o debate

Antes da abertura oficial, tinha lugar duas sessões paralelas, que introduziram dois temas à discussão.

A primeira foi dedicada ao tema “Coimbra tem cada vez mais encanto para o Turismo?”.

Moderado pela jornalista Ana Margalho, do Diário de Coimbra, e com Francisco Veiga, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, como presidente, contorno com a participação de Amílcar Falcão, Reitor da Universidade de Coimbra, Susana Menezes, Diretora Regional de Cultura do Centro e Filipa Queiroz, Diretora da Revista Digital Coimbra Coolectiva.

O tom geral da conversa foi de otimismo e de reconhecimento do grande potencial, ainda não totalmente aproveitado, que Coimbra reúne na atividade turística. Como sintetizou Amílcar Falcão, “o caminho é o ser feito”.

A segunda sessão foi dedicada ao tema “Gastronomia do Centro de Portugal – o que está acontecendo?”.

Moderado por Fernando Brandão, jornalista do Boa Cama Boa Mesa, teve Jorge Loureiro, Vice-Presidente do Turismo Centro de Portugal, como presidente e participação de Diogo Rocha, Chef do Restaurante Mesa de Lemos, Sara Rodrigues e Matos, Diretor da Casa do Vinho e Pedro Baptista, CEO do Restaurante Praxis.

O destaque foi para a intervenção inicial de Jorge Loureiro, que realçou “as dinâmicas da restauração e dos vinhos que o país descobriu nos últimos anos”.

“A restauração e os vinhos hoje no centro que é a boa experiência turística em Portugal. Nem sempre foi assim. Há uma década, a nossa comunicação teve dificuldade em assumir a gastronomia como um produto que merceia ser comunicado; hoje, está no topo das referências dos estrangeiros que visitam Portugal”, enalteceu, lembrando o papel decisivo da AHRESP e do Turismo Centro de Portugal nesta melhoria: “A AHRESP e o Turismo Centro de Portugal fizeram uma aposta decisiva nos últimos anos. Olhar para este ativo e perceberam que havia aqui coisas a fazer, nomeadamente na capacitação das pessoas. A AHRESP desenvolveu estratégias a esse nível na Região Centro, que exportam depois para o resto do país com grande êxito, como foi o caso do programa Seleção Gastronomia e Vinhos”.

“Hoje”, elogiou ainda Jorge Loureiro, “tem uma nova geração a chegar em força à restauração, que está muito atenta à digitalização e à sustentabilidade, preservando ao mesmo tempo a alma da nossa gastronomia”.

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