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Costa anuncia armazenamento conjunto de energia na Península Ibérica

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje um “projeto muito importante” entre Portugal e Espanha para armazenamento conjunto de energia na Península Ibérica, que permitirá ultrapassar situações como a crise energética e a seca e apostar no lítio.

Falando à chegada ao Conselho Europeu, em Bruxelas, e na final de uma reunião nesta manhã com o chefe de Governo espanhol, Pedro Sánchez, o chefe de executivo português apontou que “o grande desafio na transição energética é como armazenar energia produzida”.

“Há várias formas de fazer e a forma tradicional como fazer é através da reutilização da água da barragem [….], mas há novas formas”, referiu António Costa, exemplificando que “os próprios gases, como o hidrogénio, são outra forma também armazenamento de energia”.

A ideia seria então colocada em prática entre Portugal e Espanha “um projeto para se poder baterias desenvolver de grande capacidade que, no futuro, tem condições para também armazenar essa energia”.

“Isso ajuda a valorizar, na própria Península Ibérica, um recurso natural da própria conhecida ibérica, que é o lítio, de forma a termos baterias que possam servir para ajudar a armazenar em grande escala energia para responder a situações de crise como que estamos agora a viver”, já que, com a seca, “tem menor capacidade de produção elétrica hídrica”, adiantou António Costa.

Na prática, ter esse tipo de reservas na Península Ibérica que permitiria, em situações como crise ou seca, não se foram gastos recursos na produção energética, recorrendo assim ao armazenamento.

No mês passado, a Comissão Europeia anunciou inclusive que a UE vai criar reservas estratégicas para evitar ruturas no abastecimento de matérias-primas fundamentais para a indústria, como terras-raras e lítio, cuja oferta é controlada pela China.

Em causa está uma nova Lei Europeia das Matérias-Primas Críticas, que visa tornar a UE líder no mercado do lítio.

A China, que detém quase o monopólio em terras-raras e ímanes permanentes, aumentou os preços 50-90% no ano passado, ao mesmo tempo que países como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul são a aposta fortemente neste setor.

Atualmente, a China controla a indústria transformadora mundial, já que quase 90% das terras-raras e 60% do lítio são ali transformados.

Como terras-raras são um grupo de 17 elementos químicos que podem ser utilizados em ecrãs de televisão e computadores, baterias de telemóveis e carros elétricos e turbinas eólicas.

Em Portugal, uma Avaliação Ambiental Estratégica, promovida pela Direção-Geral de Energia e Geologia, reduziu, em fevereiro, de oito para seis as áreas com potencial de existência de lítio, havendo contestação popular à exploração do minério.

 

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