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Ponto de Vista… por António justo

A EUROPA DIVIDIDA FAVORECE A SABOTAGEM GEOPOLÍTICA

O Eixo franco-alemão da União Europeia emperrou e a UE parece tropeçar nela mesma

A cimeira (franco-alemão) do conselho de ministros que se realiza todos os anos desde 1963 foi cancelada para este ano e para o princípio do ano próximo. O eixo da União Europeia, (suas duas mais fortes economias Alemanha-França), encontra-se em dissonância apesar da tentativa cosmética da visita do Chanceler alemão a Paris (26.10); o encontro não teve sequer uma declaração final comum aos jornalistas.

António Justo

Desagradou aos franceses o fato de a Alemanha ter, numa virada virada isolada para ela mesma, deliberativo um pacote de ajuda de 200 mil milhões de euros (1) para medidas contra o aumento dos preços da gás e da energia sem informar sem previamente o seu parceiro francês.

Por outro lado, embora a França já está trabalhando com a Itália no escudo de defesa “Mamba”, a Alemanha assinou um novo projeto para criar uma guarda-chuva comum de defesa aérea, com cerca de uma dúzia de outros países – mas sem a França.

A imprensa alemã informou também que Mácron na cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da UE, anunciou para planos juntamente com Portugal e Espanha construí um novo gasoduto para hidrogénio e, se necessário, gás entre Barcelona e Marselha, ao contrário dos planos da Alemanha. Por outro lado, não agrada à França a política de expansão da UE para Leste que a Alemanha quer forçar, antes de uma reforma do funcionamento da UE! Também na guerra a desenrolar-se na Ucrânia há divergências entre Berlim e Paris…

Para a Europa, a coisa é mais séria do que parece porque a crise das relações franco-alemãs deve-se sobretudo às diferentes perspectivas politico-geográficas da Europa e dentro da Europa, diferenças estas (Norte e Mediterrâneo) simbolizada nos dois polos da Europa: Alemanha e a França… A Europa nela tropeça mesma, mesmo num momento em que o mundo sem intervir dela, será dividido entre Ocidente e Oriente.

O fato de a Alemanha se colocar ao lado dos EUA poderia ser interpretado como um acto desesperado de ter perdido o seu parceiro de interesses (Inglaterra) na UE e pelo fato de a Alemanha, militarmente ser propriamente uma base americana que no caso de um conflito atómico com a Rússia…

De fato, a Alemanha, depois de sua União, descuidou-se, e com ela a Europa, ao ajudar a construir o cavalo de troia na Ucrânia onde se digladiam os interesses anglo-saxónicos americanos e a federação russa.

Numa altura em que o mundo se orienta e a Alemanha se posicionou decididamente ao lado dos Estados Unidos sem ter em conta outros interesses europeus, a França tem afirmado o seu distanciamento relativamente à Alemanha, não aceitando o papel de liderança alemã…

De registo seria ainda o episódio do porto de Hamburgo onde o Grupo Cosco, com sede em Pequim, terá uma participação de 24,9% no terminal de contentores de Hamburgo em Tollerort…

A Europa, que tem uma irmã de sangue que é a Rússia, vê agora a sua filha América de volta a exigir-lhe que não pense em si mesma e que renegue a sua irmã Rússia… Deste modo, em termos históricos, a América deixa de ter a sua mãe como concorrente fazendo dela um dependente…

A União Europeia encontra-se dividia interiormente e por isso, embora não de coração, mas por realismo, vê-se inclinada ao comprometimento e solidariedade com os interesses dos Estados Unidos. De evitar será, porém, criar-se na Europa o grupo dos anglo-saxónicos contra o mediterrâneo!

*António da Cunha Duarte Justo
Texto completo e nota em Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7911

 

 

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