12.5 C
Castelo Branco
Sábado, Novembro 26, 2022
No menu items!
InícioNacionalGNR apela à denúncia de casos de discriminação, xenofobia e racismo

GNR apela à denúncia de casos de discriminação, xenofobia e racismo

Força policial reage à reportagem sobre um grupo nas redes sociais onde centenas de alegados elementos da PSP e GNR no ativo partilham conteúdos e frases de conteúdo discriminatório, xenófobo e racista.

A GNR apelou esta quinta-feira à denúncia de casos de discriminação e xenofobia detetados entre os seus elementos, depois da reportagem sobre o assunto elaborada por um consórcio de jornalistas, e garante que tem desenvolvido diversas ações contra este problema.

Nesta reportagem, divulgada na quarta-feira, foram mostrados conteúdos e frases de conteúdo discriminatório, xenófobo e racista publicadas em redes sociais fechadas, atribuídos a elementos da PSP e da GNR, um caso que já levou a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) a anunciar a abertura de um inquérito.

Numa nota emitida ao início da manhã de hoje, a GNR diz que tem em funcionamento o Plano de Prevenção de Manifestações de Discriminação nas Forças e Serviços de Segurança (PPMDFSS) e que, frequentemente, realiza ações e iniciativas, “à luz das coordenações mantidas em sede do grupo de trabalho constituído ao abrigo deste plano” e que tem representantes do MAI, das forças e serviços de segurança, sob coordenação da IGAI.

Segundo a GNR, foram ainda aplicadas “medidas corretivas” a todo o dispositivo, nomeadamente a difusão de normas internas sobre boas práticas no âmbito da prevenção da discriminação, assim como o investimento na formação e na qualificação dos militares da GNR nestas matérias em cursos de formação, promovendo a formação continua. .

Como exemplo da preocupação relativamente a estas matérias, aponta a criação da Comissão para a Igualdade de Género e Não Discriminação na Guarda (CIGUARDA), a nomeação de uma Oficial de Direitos Humanos e as boas práticas “incutidas ao nível da comunicação institucional quer interna que externa para as questões de género e discriminação”.

“Perante comportamentos dos seus militares que não se enquadrem com os direitos previstos constitucionalmente, contrários à lei e/ou que configurem uma violação dos deveres deontológicos”, a GNR diz que “age através da comunicação às autoridades competentes, nos termos da lei, e/ou disciplinarmente” e apela à denúncia destes casos.

Um consórcio de jornalistas de investigação divulgou na quarta-feira uma reportagem de Pedro Coelho, Filipe Teles, Cláudia Marques Santos e Paulo Pena, na SIC, no Setenta e Quatro, no Expresso e no Público, que mostra que as redes sociais são usadas para fazer o que a lei e os regulamentos internos proíbem, com base em mais de três mil publicações de militares da GNR e agentes da PSP, nos últimos anos.

No trabalho são apresentados diversos casos de publicações com teor racista, xenófobo e discriminatório. Segundo a investigação, todos os agentes e militares da PSP e da GNR que escreveram as frases em causa nas redes sociais estão no ativo. .

Depois da reportagem, o gabinete do ministro da Administração Interna anunciou que foi determinado à IGAI “a abertura de inquérito, imediato, para apuramento da veracidade dos indícios contidos nas notícias”.

PSP também já anunciou que vai participar às autoridades judiciais os indícios revelados nesta reportagem.

Leave a Reply

- Advertisment -

Most Popular

COMENTÁRIOS RECENTES

Paula Alexandra Farinha Pedroso on Elias Vaz lança livro sobre lendas e mitos de Monsanto
%d bloggers like this: