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Ação de protesto de militares e forças de segurança ficou sem interlocutor em Lisboa

A ação de protesto realizada hoje em Lisboa por mais de duas centenas de militares das Forças Armadas e profissionais das forças e serviços de segurança junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, não teve interlocutor.

A tentativa de entrega de um ofício conjunto da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança esbarrou na porta fechada da residência de S. Bento.

O ofício conjunto justificava a convocação da ação de protesto de hoje com “os parcos aumentos salariais” previstos para 2023.

O protesto foi convocado pela CCP, estrutura que congrega os sindicatos e associações mais representativos do setor da segurança interna, a Associação Nacional de Sargentos (ANS), Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e Associação de Praças (AP).

Fazem parte da CCP a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Associação Socioprofissional da Polícia Marítima, Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional e Associação Sindical dos Funcionários da ASAE.

Em declarações à agência Lusa, António Lima Coelho, da ANS, manifestou-se “triste” com a falta de interlocutor.

“Triste que num dia como o de hoje, e isso estando isto anunciado largamente como está, tendo sido comunicado às autoridades que aqui estaríamos e que havia a perspetiva da entrega de um documento, estranhamos que na residência oficial do senhor primeiro-ministro não tenha havido sequer um assessor para receber o ofício que lhe tínhamos a dirigir”, afirmou Lima Coelho.

Lima Coelho salientou que a ação de protesto visava condicionar a agenda do primeiro-ministro, António Costa, ausente hoje de Lisboa numa deslocação por vários concelhos do país.

O dirigente associativo disse não pretender “condicionar a agenda do senhor primeiro-ministro, que seguramente há de ser muito complicada, até por via do Mundial de futebol, que se calhar é mais importante”.

“Agora, o que para nós é profundamente ofensivo é não haver ninguém naquela casa, que não é a casa do primeiro-ministro, é onde o cidadão que temporariamente desempenha as funções de primeiro-ministro está na casa que é de todos nós, e a casa que é de todos nós não se abriu àqueles que têm por missão defender a nação e assegurar o bem-estar e a segurança dos cidadãos. É muito estranho, é triste, mas cada um faça a sua leitura”, reiterou.

Lima Coelho ressalvou, todavia, que os militares e os profissionais das forças de segurança “sabem o compromisso que têm”.

“Que ninguém tenha dúvidas disso, os militares e os profissionais das forças de segurança sabem o compromisso que têm, juraram-no perante a bandeira nacional. Não assumiram compromissos de honra, juraram perante a bandeira nacional e vão fazê-lo da melhor forma que sabem, sem, contudo, se deixarem empurrar para disparates, para onde muita gente gostaria de nos ver a fazer. Não é por aí que vamos. Temos a consciência do que somos e do que queremos para o nosso país”, destacou.

No ofício, a que a agência Lusa teve acesso, explicam que a ação de protesto foi realizada “tendo em conta a manutenção de uma política injusta de não valorização salarial dos militares das Forças Armadas e dos profissionais das forças de segurança; a manutenção de uma política de não consagração de uma efetiva negociação coletiva salarial com os militares das forças armadas, e a não consagração de uma política de real e efetiva negociação salarial com as estruturas representativas das forças de segurança”, para chamar a atenção do primeiro-ministro “para a necessidade de inverter estas inoportunas e danosas políticas”.

Juntamente com a entrega do ofício, os manifestantes pretendiam deixar na residência oficial do primeiro-ministro uma caixa, vazia, simbolizando as “promessas vazias” do governo.

Segundo o Ministério da Defesa Nacional, os militares vão ter aumentos mensais no próximo ano entre 52 e 104 euros.

Por sua vez, os agentes da PSP e guardas da GNR em início de carreira e com salários brutos até aos 1.163 euros vão ter aumentos entre os 90 e os 107 euros, depois a partir daí em todos os níveis remuneratórios haverá um aumento médio de 52 euros até aos 2.570 de remuneração e de 2% nos salários acima desse valor.

*LUSA

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