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“Receitas que Contam Histórias”: inovador projeto das Aldeias Históricas de Portugal convida a descobrir a gastronomia e vinhos da região

A Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico apresentou o projeto “Receitas que Contam Histórias – Gastronomia e Vinhos das Aldeias Históricas de Portugal”.

Uma pioneira e ambiciosa iniciativa, que recupera a extraordinária cultura gastronómica das 12 aldeias, em harmonia com os vinhos da região, e que já pode ser conhecida e experienciada em vários restaurantes do território.

Há pratos que nos levam em autênticas viagens no tempo, sabores que nos recordam a infância e as nossas memórias mais queridas.

Há receitas que são verdadeiras guardiãs de tradições e costumes. Nas Aldeias Históricas de Portugal, “um destino que são 12”, há um sem fim de receituário quase tão antigo como as nossas origens, e que encerra em si toda uma cultura e um modo de vida.

Receitas repletas de segredos, História e estórias que importa guardar e transmitir de geração em geração, como verdadeiros tesouros que são.

A pensar nisso, a Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico recolheu, junto das comunidades locais, um conjunto de receituário e saberes-fazer que exprimem a memória alimentar do território.

Da geografia física à prática culinária, quis-se recuperar o extraordinário legado gastronómico, promovê-lo junto do setor da restauração e hotelaria local (com harmonização de vinhos da região), e, ainda, eternizá-lo num documento que ficará para a História.

Um projeto inovador e ambicioso, em que, à construção do conhecimento, se alia a transformação do território. Já disponível em 14 restaurantes aderentes, o projeto Receitas que Contam Histórias promete dar a conhecer ao visitante cada uma das aldeias segundo o calendário alimentar que, outrora, marcava o quotidiano das comunidades.

É uma viagem pela mesa das Aldeias Históricas de Portugal.

Em maio, esta carta gastronómica vai ser também lançada em formato papel, com edição da Leya.

A iniciativa teve como base uma intensa investigação no domínio da arqueologia alimentar.

Durante três meses, muitos dos residentes das 12 Aldeias Históricas (na sua maioria anciãos) foram entrevistados, com vista à recolha detalhada de saberes, práticas culinárias, tradições que deram origem a receitas e produtos endógenos singulares com relação profunda com o contexto local.

Ver filme em https://youtu.be/4d4BeZOjw3Q.

Foi, ainda, possível resgatar receituário que, atualmente, apenas sobrevive na memória dos residentes, correndo, assim, o risco de se perder no tempo.

Mais do que a inventariação de um conjunto avulso de receitas, esta foi uma oportunidade de compreender a cultura alimentar local e de a enquadrar num contexto gastronómico que enriquece o património imaterial das Aldeias Históricas de Portugal.

Com este trabalho de investigação, as Aldeias Históricas de Portugal procuraram não só perpetuar este incrível património imaterial, mas igualmente desenvolver ferramentas que permitam a apropriação desta importante cultura gastronómica por parte dos agentes económicos do setor da restauração e da hotelaria, e ainda, da população da região.

O reforço das identidades locais e a valorização do sentimento de pertença conseguido com este projeto, dará novo ânimo a todas as comunidades envolvidas.

Um importante recurso que importa ser ainda mais valorizado.

Pela importância cultural, pelo papel que pode desempenhar em potenciar e melhorar (ainda mais) a oferta turística das Aldeias Históricas de Portugal, pela capacidade de criação de valor e de emprego, bem como a preservação ou até mesmo a recuperação das culturas e produtos endógenos.

Uma aposta que até vai ao encontro à “Estratégia Farm to Fork”, que está no cerne do Pacto Ecológico Europeu, e que tem como objetivo tornar os sistemas alimentares justos, saudáveis e ecológicos.

Tendo como suporte as receitas identificadas na sequência das entrevistas realizadas à população das 12 Aldeias Históricas de Portugal (Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso) e uma ampla investigação de documentação histórica disponível, foi construída, por Olga Cavaleiro, a Carta Gastronómica das Aldeias Históricas de Portugal que irá estar disponível muito em breve.

A partir deste documento de investigação, foram elaboradas as ementas para o projeto Receitas que Contam Histórias.

Contextualizadas no conjunto das práticas imateriais associadas à alimentação, estas ementas respeitam o sentido cultural e simbólico das respectivas comunidades transmitindo algumas das histórias locais.

Já a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra procedeu ao desenvolvimento do receituário inserido nas ementas, procurando criar as ferramentas necessárias para transmissão de conhecimento e formação aos restaurantes aderentes.

Numa parceria com a Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior, foi feita a harmonização entre as ementas e vinhos da região.

Para além do desenvolvimento do receituário, a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra foi também responsável pela realização de “workshops” e de sessões de formação para os agentes privados do setor da hotelaria e restauração do território das Aldeias Históricas de Portugal.

Por sua vez, a Lobby Productions produziu e gravou as entrevistas que permitiram a criação desta carta gastronómica, realizadas na intimidade da casa dos seus protagonistas, eternizando assim os segredos de cada receita, as suas memórias e recordações mais queridas com cada prato das Aldeias Históricas de Portugal.

De facto, mais do que um livro de receitas, pretende-se que esta carta gastronómica guarde, para sempre, a alma e o pulsar das Aldeias Históricas de Portugal, que são as suas gentes e costumes.

É por isso que o objetivo é mostrar a origem de cada prato e tornar as pessoas entrevistadas nos protagonistas de uma história que, afinal, é a vida de cada um e nasce das tradições das Aldeias Históricas de Portugal.

No que toca aos pratos incontornáveis das Aldeias Históricas de Portugal, o projeto “Receitas que Contam Histórias – Gastronomia e Vinhos das Aldeias Históricas de Portugal”, permitiu a preservação de muitas práticas ligadas ao fumeiro, tradição indissociável destas aldeias.

Registou-se um património imenso relacionado com os enchidos, nomeadamente, com Buchos, Palaios e Chouriças de Ossos (Sortelha, Almeida, Castelo Rodrigo) e, ainda, Morcelas Doces (C. Rodrigo, Almeida, Castelo Mendo).

De destacar, ainda a Bola Doce, considerado pelos habitantes como o doce mais importante de Almeida; a Bola Parda, de importância cultural e quase mítica em Castelo Rodrigo; as Migas de Peixe ou as Migas de Tomate de Castelo Rodrigo; as Migas Rechiadas de Trancoso ou o Galo do Entrudo desta mesma Aldeia Histórica; a Sangria, o Ensopado de Cabra e uma variedade de Migas em Idanha-a-Velha; a Batateira em Monsanto; os Pés de Borrego em Belmonte; o Arroz Tostado ou Jantar em dia de S. José, Castelo Novo; a Bola de Sardinha e Carolos, de Piódão; e a Sopa Seca e Sopa de Natal, de Linhares.

Os habitantes e visitantes das Aldeias Históricas de Portugal já podem descobrir esta carta gastronómica, em 14 restaurantes aderentes: Casa do Castelo, Belmonte Sinai Hotel, Casa da Esquila, Casa da Cisterna, Taverna da Matilde, Colmeal Countryside Hotel, Pedra Nova- Turismo de Aldeia, O Pecado (Convento do Seixo Fundão), Cova da Loba, Dom Gabriel, D’Aqui e d’Acolá, D’aqui e D’acolá-Pardieiros, Monsanto GeoHotel Escola e Pé de Cabra-Mercearia Moderna.

O projeto “Receitas que Contam Histórias – Gastronomia e Vinhos das Aldeias Históricas de Portugal” foi apresentado no dia 16 de novembro, no auditório do Inatel Linhares da Beira, com a participação de Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, João Carlos Santos, Diretor da Direção Geral do Património Cultural, Jorge Brandão, Chefe de Divisão da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR-C), Carlos Ascensão, Presidente da Direção da Aldeias Históricas de Portugal, Dalila Dias, Diretora Executiva da Aldeias Históricas de Portugal, Olga Cavaleiro, Investigadora em História e Cultura Gastronómica, José Luís Marques, Diretor da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra (EHTC), Rodolfo Queirós, Presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI) e Telmo Martins, da Lobby Productions.

Sobre a Rede das Aldeias Históricas de Portugal

Entre montes e vales da verdejante paisagem do interior de Portugal, repletas de lendas e castelos, sabores e tradições, encontram-se 12 singelas aldeias onde apetece perdermo-nos.

Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso: as Aldeias Históricas de Portugal, um destino que são 12, surgem como paraísos escondidos que nos levam numa viagem ao tempo de reis e rainhas, de épicas e infinitas batalhas que escreveram a História como a conhecemos hoje.

São, ainda, a garantia de momentos inesquecíveis de lazer, aventura e descoberta, temperados com os inigualáveis aromas e sabores da região, que compõem a sua típica gastronomia.

No território das Aldeias Históricas de Portugal há um sem fim de trilhos para caminhadas e percursos de bicicleta e BTT – como a Grande Rota 22, a maior rota de Walking & Cycling na Europa e em Portugal, com cerca de 600 km.

A Grande Rota 22 tem o selo Leading Quality Trails – Best of Europe, entregue pela European Ramblers Association (Associação Europeia de Caminhada).

As Aldeias Históricas de Portugal são o primeiro destino em rede – à escala mundial – e o primeiro destino nacional a receber a certificação BIOSPHERE DESTINATION. E, em 2020, foram o primeiro destino a nível nacional a criar o “Manifesto do Turista Responsável”, lembrando aos seus visitantes a importância do respeito pela natureza.

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