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Navigator lidera consórcio de 27 entidades que vai investir 103 milhões em soluções inovadoras de base florestal

Novos produtos visam substituir as embalagens de plástico de origem fóssil e de uso único

A The Navigator Company, juntamente com um conjunto alargado de entidades, vai investir 103 milhões de euros na investigação, desenvolvimento e comercialização de soluções de embalagem inovadoras que substituam as atuais embalagens de plástico de origem fóssil, nomeadamente as de uso único, por materiais de base renovável e biodegradável a partir da floresta de eucalipto, contribuindo para a construção de um futuro sustentável.

A Empresa é a promotora e líder do consórcio de 27 parceiros nacionais – entre os quais se contam 16 empresas e 11 Universidades e Centros de Investigação, que cobrem toda a cadeia de valor desde a matéria-prima ao produto final – da Agenda Mobilizadora “From Fossil to Forest – Produtos de Embalagem Sustentáveis para Substituição do Plástico Fóssil”, que integra a componente C5 do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Com um investimento global de 103 milhões de euros, dos quais 80 milhões de euros se destinam a Investimento Produtivo e 23 milhões a Investigação & Desenvolvimento, esta agenda vem confirmar e reforçar o valor acrescentado da floresta de eucalipto para a economia nacional.

A Agenda “From Fossil to Forest” vai traduzir-se no desenvolvimento de 11 novos produtos inovadores de base sustentável, na criação de mais de 100 postos de trabalho diretos e num volume de negócios annual que ultrapassará os 120 milhões de euros.

Este é um projeto que extravasa as fronteiras da economia, aportando claros benefícios para o ambiente, contribuindo positivamente na luta contra as alterações climáticas e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, nomeadamente a redução das emissões de gases com efeito de estufa pelo efeito de substituição de plástico de origem fóssil por um material celulósico com maior capacidade de reciclagem e biodegradável.

Este projeto irá também contribuir decisivamente para o reforço da capacidade nacional nas áreas da investigação, desenvolvimento e inovação (I&D&I), prevendo que possa dar origem a, no mínimo, 12 novas patentes.

No domínio dos novos bioprodutos, são vários os exemplos de produtos alternativos aos produtos de origem fóssil previstos: pastas de celulose não branqueadas de alto rendimento com menor utilização de madeira, embalagens de papel flexíveis para a indústria alimentar e para o retalho, embalagens em celulose rígidas também para a indústria alimentar e indústria eletrónica, compósitos de celulose e bioplásticos para a produção de filamentos para a impressão 3D e de produtos termomoldados para a área da saúde ou outro tipo de utilizações.

Dos esforços desenvolvidos pelo consórcio, que reuniu recentemente na Figueira da Foz, espera-se também a criação de sensores de papel para serem incorporados nas embalagens com o objetivo de monitorar o estado de condição dos alimentos e interagir de forma inteligente com o consumidor.

Eucalipto globulus, uma matéria-prima de excelência

A Agenda «From Fossil to Forest» representa uma das expressões mais ambiciosas no domínio da bioeconomia de base florestal, através da produção e comercialização de embalagens inovadoras, recorrendo a matéria-prima endógena, proveniente de floresta plantada de eucalipto e certificada.

Como matéria-prima, o eucalipto globulus, que tem em Portugal as condições edafoclimáticas ideais para o seu crescimento, destaca-se, a nível mundial na produção de pasta de celulose e de papel, tendo contribuído de forma decisiva para que o papel Navigator tenha hoje um reconhecimento a nível mundial como produto de alta qualidade. Como resposta aos desafios ambientais atuais, é agora o momento para aproveitar esta riqueza florestal nacional na transição para uma bioeconomia de baixo carbono, alinhada com a Transição Climática.

Na sequência da Fase I das Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial, foram analisadas as propostas de ideias apresentadas e selecionadas 70 Agendas, das quais 64 passaram à Fase II e que, agora, se concretizam com a assinatura dos contratos com as autoridades governamentais.

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