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Teatro das Beiras estreia “Molly Sweeney”, de Brian Frial

7 de dezembro

A peça estará em cena de 7 a 10 de dezembro, às 21h30 e a 11 de dezembro, às 16h, no Auditório do Teatro das Beiras.

Com encenação de Nuno Carinhas e interpretação de João Melo, Susana Gouveia, “Molly Sweeney” parte da alternância das narrativas de três personagens sem interação umas com as outras – Molly, uma mulher independente e capaz, cega desde a infância, submete-se a uma cirurgia para tentar restaurar a visão; Frank, o entusiasta e inquieto marido que faz da cegueira da esposa a sua última causa; e Dr. Rice, outrora um famoso cirurgião, agora um alcoólico caído em desgraça que tenta restaurar a visão de Molly, numa tentativa de recompor a sua reputação.

Marcação de bilhetes através do 275 336 163 ou emhttps://ticketline.sapo.pt/ evento/molly-sweeney-de-brian-friel-69539

Sobre o espetáculo:

Depois de Uma História na Cama (1997) de Sean O’Casey e Oeste Solitário (2006) de Martin McDonagh, o Teatro das Beiras regressa à dramaturgia irlandesa com Molly Sweeney, de Brian Friel.

Friel (1929 – 2015) expande a sua obra por mais de 3 dezenas de peças, tendo merecido especial atenção e divulgação na última década do século XX. Cofundador, com o ator Stephen Rea, da Field Day Theatre Company, tem sido traduzido e encenado em Portugal desde os anos 70 do século XX, com títulos como Amantes e Triunfantes(1970/71),Pais e Filhos(1991),Traduções(1996),Danças a um deus pagão(1996),Molly Sweeney(1999),O Fantástico Francis Hardy, curandeiro(2000) e Terapia das Almas (2019), que o situam na linhagem de Yeats e de Synge, universalizando as especificidades irlandesas, convocando à reflexão induzida pela emoção e imaginação sustentadas na valorização da palavra, muito embora “as palavras não sejam dotadas de plenos poderes até um actor as libertar e as preencher”.

A estreia de Molly Sweeney em 1994 no Gate Theatre ficou marcada por ser a primeira encenação de Brian Friel, experiência que voltaria a repetir em 1997 com Give me your answer, Do!. O espetáculo teve na altura uma receção dividida entre o louvor e o ceticismo. A peça chega ao público português em 1999 através do Ensemble – Sociedade de Actores, com encenação de Nuno Carinhas.

O texto estrutura-se, a partir da alternância das narrativas de três personagens sem interações umas com as outras – Molly, uma mulher independente e capaz, cega desde a infância, submete-se a uma cirurgia para tentar restaurar a visão; Frank, o entusiasta e inquieto marido que faz da cegueira da esposa a sua última causa; e Dr. Rice, outrora um famoso cirurgião, agora um alcoólico caído em desgraça que tenta restaurar a visão de Molly, numa tentativa de recompor a sua reputação.

Parte da construção dramática do texto é inspirada no estudo “Ver e Não Ver” de Oliver Sacks, mais especificamente em Virgil, um homem cego desde a infância cuja visão for a recuperada em adulto e, assim como Molly, após a operação, vê o seu mundo percetivo desmoronar e não se consegue ajustar ao novo mundo visual. A sua experiência é descrita como um “milagre abortado”.

No final, Molly diz: “vivo agora num país de fronteiras” onde as perceções deixaram de ser fidedignas, e a loucura e a realidade se fundem no mesmo caos.

Ficha artística:

Autor: Brian Friel

Tradução: Paulo Eduardo Carvalho

Encenação: Nuno Carinhas

Assistência de encenação: Sílvia Morais

Cenografia e figurinos: Luís Mouro

Sonoplastia: Hâmbar de Sousa

Desenho de luz: Fernando Sena

Interpretação: João Melo, Susana Gouveia e Tiago Moreira

Confeção de Pano de Terra: Rafaela Graça e Susana Gouveia

Pintura de Pano de Terra: Luís Mouro

Carpintaria: Ivo Cunha

Costureira: Sofia Craveiro

Direção de Produção e Comunicação: Celina Gonçalves

Assistência de produção e comunicação: Patrícia Morais

Vídeo promocional e fotografias: Ovelha Elétrica

Agradecimentos: Dª Marília Carvalho, Rute Machado

Duração: 120 minutos

Classificação etária: maiores 12 anos

Preço bilhete: 6€ (aplicam-se descontos a menores de 25 anos, maiores 65 anos, sócios Teatro das Beiras, Sócios Casa do Pessoal do CHCB e Profissionais das Artes)

 

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