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Laboratórios Colaborativos ultrapassam os 50 milhões de investimento

  • 3º Encontro de CoLAB apresenta, em Faro, resultados e perspetivas dos 35 Laboratórios Colaborativos reconhecidos até 2021
  • Financiamento competitivo cresceu 2,5 vezes em 2021
  • Laboratórios Colaborativos (CoLAB) já contribuíram para a criação direta de 639 empregos altamente qualificados, 32% dos quais doutorados, o que corresponde a 107% do objetivo para 2022
  • CoLAB desenvolvem Investigação e Inovação em áreas críticas para a sociedade, em torno de desafios complexos, em conjunto com quase 300 parceiros

Em 2021, existiam em Portugal 35 Laboratórios Colaborativos (CoLAB) reconhecidos em áreas estratégicas como Saúde, Energia e Sustentabilidade, Transformação Digital e Agroalimentar. Estando distribuídos por todo o território nacional, contribuem para a valorização do interior do país, agregam 295 entidades parceiras, nomeadamente 173 empresas e 122 entidades não empresariais, incluindo instituições de ensino superior, centros de investigação, associações e parceiros locais.

Segundo dados da Agência Nacional de Inovação (ANI), que acompanha e monitoriza a atividade dos CoLAB, as empresas representam agora 58,6% dos associados (mais 12,6% que em 2020), resultado de um reforço da sua representação nestas estruturas. Destas empresas, 91 são Pequenas e Médias Empresas.

Os Laboratórios Colaborativos estão juntos no 3º Encontro Anual, que termina hoje, onde estão a apresentar alguns resultados e tecnologias inovadoras desenvolvidas, bem como discutir desafios societais para os quais procuram dar respostas.

Os CoLAB estão distribuídos por todo território nacional, com predominância na região Norte (38%), na Área Metropolitana de Lisboa (33%) e na região Centro (18%). Em 2022, foram reconhecidos mais 6 laboratórios colaborativos.

De acordo com o 3º Relatório de Acompanhamento “Laboratórios Colaborativos – Evolução e integração em Portugal e na Europa”, desenvolvido pela ANI, a ser apresentado no encontro, os CoLAB têm vindo a reforçar a sua participação em programas competitivos, tendo aumentado 2,5 vezes a captação deste tipo de financiamento.

Em 2021, foram os laboratórios na área dos Materiais, Economia Circular e Sustentabilidade que contrataram um maior número de colaboradores qualificados e que também registaram um maior volume de vendas.

Impacto na criação de emprego qualificado

A aposta do Governo no apoio à criação de Laboratórios Colaborativos tem não só contribuído para a diversificação das entidades que compõem o Sistema Nacional de Inovação, como tem fortes implicações na criação de emprego altamente qualificado. Os Laboratórios Colaborativos já contribuíram para a criação direta de 639 (um crescimento de 13,7% face a 2020), 32% dos quais doutorados, o que corresponde a 107% do objetivo para 2022.

Joana Mendonça, presidente da ANI, acredita que os CoLAB se têm revelado uma oportunidade paraque as instituições científicas e académicas, em estreita colaboração com atores económicos, sociais e culturais, contribuam para a construção, em Portugal, de projetos de relevância internacional. “Se pensarmos na rede densa de instituições de I&D em que os Laboratórios Colaborativos se integram e deles estarem orientados para a implementação de soluções efetivas e com impacto socioeconómico para resolver problemas complexos e de grande dimensão das empresas, percebemos que os resultados são um forte incentivo para continuar a apostar“, afirma Joana Mendonça.

Rede de Laboratórios Colaborativos, 2021

Interface gráfica do usuário, descrição do aplicativo gerada automaticamente

*Foto: Arquivo

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