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Ponto de Vista… por António Justo

A nova Eva diz sim à vida – sim à Vida como Dom de Deus que une Céu e Terra

DIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO – VIRGEM E MÃE – UMA CONTRADIÇÃO SÓ NA MENTE

Não vou falar aqui de “Lucy”, o hominídeo do sexo feminino da era dos Australopitecos afarensis, que alguns cientistas apelidaram de “mãe da humanidade”. Como se vê também a ciência recorre a simbologia para melhor se fazer entendida na sua linguagem.

António Justo

Quando falo ou escrevo procuro fazê-lo numa linguagem que seja compreendida quer por pessoas religiosas com uma visão de fé (experiência relacional) que se orientam mais em termos de ser e também por pessoas que se orientam mais pela razão, em termos de estar. Assim as pessoas não crentes ordenam geralmente verdades religiosas na mesma linha de compreensão de factos históricos o que torna complicado o entendimento entre uns e outros. As verdades religiosas não podem ser colocadas apenas no fio lógico da razão (das verdades filosóficas) nem na categoria de sucessão dos acontecimentos finitos da História porque estes referem-se a factos realizados que acabam; por seu lado, realidades espirituais têm a sua validade e actividade permanente. O dogma da Imaculada Conceição bem como Mitos são de arrumar numa outra ordem (experiencial e relacional espiritual) uma ordem intemporal que não acaba…

Todos somos peregrinos da verdade e, como tal, cada ciência, religião ou filosofia procura dar o seu contributo específico a caminho dela! Fixar-se num só caminho como único verdadeiro seria não perceber a realidade do mundo factual (fenomenológico) nem a estrutura da própria mente.

Maria recebeu o título de “Mãe de Deus”, no concílio de Éfeso no ano 431 por ser mãe do Verbo encarnado filho de Deus, que é Deus e mãe dos homens no filho Jesus. A 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IXconsagra a virgindade de Maria no dogma que diz que a Virgem Maria nasceusem a mancha do pecado original para ser morada sagrada de Jesus Cristo…

Os símbolos apontam para lá das coisas e dos factos. Apontam para além de si próprios, para uma realidade e significado não reduzível ao histórico ou ao material…

Assim o dogma da concepção e nascimento virginal (que também se encontra no budismo), quer apontar para algo maravilhoso e inexplicável…

É uma verdade religiosa que ultrapassa a natureza material que a nível racional só pode ser compreendida de forma dual…

Embora o transcendental pareça à primeira vista incompreensível, o facto é que faz parte característica do humano. A metafísica transcendental ajuda a descortinar o que vai para lá da experiência e do factual.

Em filosofia costuma-se falar de três tipos de verdade: “verdade em si mesma”, “verdade para nós” e a “nossa verdade”. O ser em si mesmo não corresponde ao julgamento feito sobre o “ser”. Também por isso seria ilógico, no acto do conhecimento identificar o ser com o modo de ser ou de aparecer. Portanto quando falamos de cognição (verdade adquirida) temos de reconhecer a complexidade subjacente ao acto de conhecer que implica duas coisas: o percepcionado e a coisa a ser percebida (dualidade!) …

mais que ser ou

Em 1646, D. João IV, proclamou Nossa Senhora da Conceição padroeira de Portugal. Cedeu-lhe a coroa e a partir daí os reis de Portugal deixaram de colocar a coroa na cabeça, privilégio só para Nossa Senhora.

*António da Cunha Duarte Justo – Teólogo e Pedagogo
Texto completo e notas em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=8050

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