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Rota do Azeite é a nova proposta turística da Beira Baixa

CIMBB promove ação de charme com jornalistas em Lisboa

A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) apresentou, recentemente, a Rota do Azeite da Beira Baixa, na AcademiaTime Out, em Lisboa, a 15 jornalistas nacionais especialistas e generalistas. Trata-se de uma nova experiência turística que propõe uma visita de três dias ao território, passando pelos seis municípios da Beira Baixa: Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão e convidando os visitantes a ingressar numa mão cheia de experiências diferenciadoras e genuínas que têm o azeite como fio condutor.

“O azeite da Beira Baixa é um fio dourado que une todo o território. É um produto endógeno singular que se vem distinguindo no panorama dos azeites nacionais e internacionais, com, inclusive, alguns prémios conquistados. Desta forma, fez-nos todo sentido, que este seja o mote escolhido para comunicar o território nesta altura do ano, em que o azeite é um dos destaques das mesas natalícias”, explica João Carvalhinho, secretário executivo da CIMBB, que realça a ligação do azeite à Beira Baixa.

“De facto, no território, temos um número significativo de lagares de azeite e uma área de olivais que tem vindo a crescer, mantendo-se sempre um equilíbrio entre os olivais modernos e tradicionais. Além disso, temos, também, uma ligação cultural muito forte ao azeite, com mais de 2 mil anos”, sublinha.

As paisagens, o património e a história, os sabores de um azeite distintivo e único no mundo são, assim, as raízes desta Rota que traz uma mão cheia de experiências para viver e sentir.

“Com estas propostas turísticas propomos aos visitantes que sigam num roteiro natural e patrimonial riquíssimo em que o azeite se cruza com outros ativos riquíssimos, tais como, o rio Tejo e Zêzere, as serras da Gardunha, Talhadas e Malcata, etc.”, avança o Secretário Executivo da Beira Baixa.

A Rota do Azeite Beira Baixa dá a conhecer um azeite ímpar, alguns pratos tradicionais distintivos da região, os restaurantes onde podem ser degustados e, também, as inúmeras experiências turísticas existentes ligadas ao azeite e dá ainda a sugestão de um roteiro de três dias.

Desde arregaçar as mangas e fazer o próprio azeite, começando na apanha da azeitona e seguindo até a um lagar tradicional ainda em laboração; a um passeio por paisagens que se prolongam até ao horizonte com oliveiras centenárias e milenares, a lagares que hoje são museus e, claro, uma mão cheia de propostas gastronómicas únicas e identitárias… há muito para descobrir.

Os visitantes, passam, assim, a ter num único documento toda a informação compilada sobre esta temática.

As brochuras estarão disponíveis em postos de promoção locais estratégicos e disponíveis online.

Da ação de charme com os jornalistas, em Lisboa, a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa faz um balanço muito positivo.

“Lisboa é um mercado importantíssimo para emissão de turistas para o nosso território e, neste sentido, optou-se por fazer esta ação for a de portas. Tivemos presente um conjunto muito relevante de meios de comunicação social, pelo que estamos com uma elevada expectativa que esta rota chegue ao maior número de portugueses possível e que estes pensem não só em provar o Azeite da Beira Baixa, mas também numa visita ao território nesta época”, remata João Carvalhinho.

Comandados pelo chef Miguel Mesquita, os jornalistas meteram literalmente as mãos na massa e confecionaram os seus próprios pratos.

A viagem gastronómica foi pelas memórias e sentidos, numa experiência gastronómica que iniciou com uma prova de azeites promovida pela APABI- Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior e que contou com alguns dos pratos mais identitários da Beira Baixa, bem regados com azeite e com uma pitada de criatividade e inovação proporcionadas pelo chef Miguel Mesquita.

Na verdade, as ofertas gastronómicas da Beira Baixa foram o ponto de partida para contar histórias e partilhar com a comunicação social um conjunto de tradições genuínas.

À mesa a Tiborna e a Lagarada avivaram os tempos de lavoura, em que os lagares se tornavam na segunda casa das pessoas.

Eram tempos de trabalho, sim, mas também de encontro e convívio.

Os trabalhadores juntavam-se e regavam o pão ou o bacalhau com o azeite acabado de fazer, ainda quente.

Tradições, essas, que são, ainda hoje recriadas em inúmeros restaurantes da Beira Baixa e que, agora, estão reunidas numa única brochura.

Esta ação enquadra-se no Projeto Produtos Turísticos Integrados de Base Intermunicipal, desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, em parceria com o Turismo Centro de Portugal, cofinanciado peloCentro 2020, Portugal 2020, e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

 

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